Dirigentes do Paulista falam, mas reforço que é bom...
Jundiaí, SP, 07 (AFI) – O diretor-executivo do Campus Pelé, João Paulo Medina, o presidente do Paulista, Eduardo Palhares, e o diretor de marketing Renato Miralla concederam nesta sexta-feira uma entrevista coletiva para explicar e dar esclarecimentos sobre o rumo da parceria que o Campus Pelé mantém com o clube de Jundiaí oficialmente desde o dia 14 de fevereiro deste ano. Indagado se o grande objetivo desta parceria era revelar jogadores, Medina explicou que em um primeiro momento o que se pensa é em dar lucros a quem está investindo dinheiro no Paulista.
“Há uma injeção de recursos no clube e a princípio tem que se dar retorno a essas pessoas que estão investindo”, confirmou Medina.
“Mas engana-se quem pensa que o único objetivo da parceria é revelar jogadores. Isso pode ter ficado em evidência até pelo fato do time profissional do Paulista ter caído para a Série C do Campeonato Brasileiro, mas temos a consciência de que há a extrema necessidade do time profissional estar bem, disputando Série A do Campeonato Brasileiro e até Taça Libertadores para que os garotos queiram vir para Jundiai”, explicou.
O presidente Eduardo Palhares disse também que não há divisão nos valores com as vendas dos atletas formados pelo Paulista.”Quando vendermos um jogador, esse valor virá para o Paulista, para o Campus Pelé, para o Litoral e para o Lausanne que são as quatro pilastras do projeto”, disse.
Sobre a construção de um Centro de Treinamento que foi uma das promessas quando a parceria foi assinada, Medina anunciou que as obras devem começar no início de 2008. Porém, ele adiantou que a construção não será do Paulista e sim dos investidores.”Acho até correto a obra ser de quem a financiou”, explicou Medina. Palhares adicionou que “a Fundação Antônio Antonieta Cintra Gordinha também terá participação, já que ela está cedendo a área”.
2008
Sobre a demora na formação do time para o ano que vem, João Medina disse estar abismado com o que está se deparando entre os clubes do interior de São Paulo.
Os valores que serão investidos no Paulista do ano que vem não foram divulgados. Renato Miralla apenas explicou como as antigas dívidas que o clube tinha estão sendo quitadas e enumerou uma série de medidas que estão sendo tomadas para reestruturar a parte financeira, contábil e jurídica do clube.
“Há um leilão muito grande entre os clubes. O Paulista não vai entrar nessa”, disse Medina, reafirmando que o Paulista não abre mão de seu teto salarial de R$ 10 mil. “Tem clube que está já destinando toda a sua verba do campeonato inteiro a quatro, cinco jogadores”, endossou Palhares.
Medina completou afirmando que o Paulista vai seguir a sua política financeira, mesmo correndo riscos de cair para a Série A-2.
“Estamos dispostos a isso (rebaixamento) em troca de nossa estabilidade. Poderíamos pegar todos os nossos recursos, investir em um esquedrão para 2008, mas não é esse o nosso propósito”, disse Medina.





































































































































