O senhor é um fanfarrão! Pede pra sair seu Promotor!

Campinas, SP, 10 (AFI) – Além de acusar o presidente Leonel Martins de pegar dinheiro para deixá-lo ser treinador da equipe, o ex-técnico do Guarani, Michael Robin, fez outra revelação bombástica nesta segunda-feira: o atual vice-presisente José Carlos Meloni Sícoli (foto) vai se afastar do clube.

jose carlos 0001 130“Muito me estranha o Sícollli, que é Promotor Público, ter envolvimento com todas estas coisas que estão acontecendo no Guarani. Ele tem um nome a zelar. Tanto tem um nome a zelar, que nesta nova eleição ele não quer ser vice-presidente, apenas conselheiro. Ele sabe que tem um monte no Guarani e não quer ver o nome dele envolvido”, informa Michael Robin.

José Carlos Sícoli é conselheiro do Guarani de longa data e havia sido vice-presidente na conturbada gestão de José Luiz Lourencetti. Depois, após a renúncia de Lourencetti, se aliou ao rival Leonel Martins de Oliveira, se tornando vice-presidente bugrino. Nos últimos dias, o Promotor retornou ao noticiário esportivo por ter sido um dos responsáveis pelo “Caso Liberman”, que poderá fazer o Guarani perder seu Centro de Treinamentos.

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Entenda o caso Liberman
Contratado em 2003, o jogador argentino saiu brigado com a antiga diretoria e cobra uma dívida de R$ 5,2 milhões. A ação já passou por várias instâncias na justiça trabalhista e até agora a diretoria bugrina não pagou o valor, alegando sempre que a dívida é da antiga diretoria.

O principal erro por parte do alviverde foi fazer um depósito recursal equivocado, fazendo com que o recurso não fosse aceito. Na epóca, o responsável pela parte jurídica do Guarani era Sicolli. A defesa bugrina no caso inicialmente foi feita pelo advogado Milton Fernandes Alves e, depois, foi conduzida pelo Conselho Gestor, tudo sob a orientação do Promotor de Justiça, que demitiu Milton Fernandes, colocando advogados de sua confiança.

O Guarani entrou com um recurso que foi assinado pelo advogado Fernando Carvalho e Silva de Almeida, que chegou ao Brinco de Ouro pelas mãos de Álvaro Negrão, de quem é advogado e amigo pessoal. Mas o recurso não foi aceito, porque os advogados que estavam conduzindo o processo cometeram uma falha primária. Eles pagaram o depósito recursal de R$ 62 mil erroneamente no dia 4 de maio de 2005 e o recurso não foi aceito pela Justiça do Trabalho.

Em entrevista à Rádio Central de Campinas (AM 870), José Carlos Meloni Sícoli reconheceu o erro e disse que este fato lhe tira noites de sono.

No última dia 22 de novembro, haveria leilão do Centro de Treinamentos, mas como não houve nenhuma proposta, um segundo leilão está marcado para o próximo dia 10 de janeiro.