Melhor do mundo! Confira trajetória de Kaká antes do prêmio!
Campinas, SP, 17 (AFI) – Coroado neste segunda-feira como melhor jogador do mundo pela Fifa, Kaká está no ponto mais alto de sua carreira. Atual campeão europeu e mundial pelo Milan, o brasileiro anda rindo à toa.
Além do sucesso nos campos italianos, o status de estrela intocável da Seleção Brasileira anda se mantém, mesmo após o fiasco da Copa do Mundo, em 2006.
Mas será que a vida de Kaká se baseia somente nos tempos de glória. O jogador chegou a passar por maus momentos, principalmente no Morumbi, em que as vaias das torcidas organizadas não o deixavam em paz. Confira abaixo os principais momentos profissionais do melhor jogador do mundo.
Começo arrasador!
Reserva do São Paulo na famosa Copa Sâo Paulo de Juniores de 2001, Cacá (ainda com C) não vinha sendo aproveitado. Por isso, Vadão (técnico do Tricolor à época) o usava com freqüência no banco de reservas da equipe profissional.
E foi assim que o sucesso bateu em sua porta. O São Paulo disputava a final do Torneio Rio-São Paulo, contra o Botafogo, e buscava o título inédito. A primeira partida havia terminado 4 a 1 para o time paulista, que podia perder por dois gols de diferença no Morumbi.
Cacá, então, entrou no segundo tempo e, após duas belas jogadas, marcou os dois gols do São Paulo, que venceu o Fogão por 2 a 1 e garantiu o inédito caneco.
Chamando atenção!
Kaká (agora com K) já era tido como a maior revelação da temporada de 2001, e chamava a atenção de todos da imprensa esportiva. Ainda esperando revelações para formar o grupo que iria à Copa do Mundo no ano seguinte, o técnico da Seleção Brasileira, Luiz Felipe Scolari, começava a dar pistas de que o são-paulino seria chamado.
No primeiro semestre de 2002, Kaká fez parte do grupo que disputou diversos amistosos em território brasileiro. Suas boas atuações, aliadas ao gol marcado na goleada por 6 a 0 sobre a Islândia, garantiram ao meia o passaporte para o Mundial. O final, todos já conhecem: pentacampeão mundial!
Eu sou o cara!
Após a experiência com as estrelas da Seleção Brasileira, Kaká voltou ao São Paulo decidido a ser o cara do time do Morumbi. EM meio a equipe galáctica, formada para o Campeonato Brasileiro, o camisa 8 ganhou a Bola de Ouro oferecida pela Revista Placar ao melhor jogador do torneio nacional.
No entanto, o quarto caneco tricolor não veio. Mesmo com a companhia de Rogério Ceni, Ricardinho (recém-contratado junto ao Corinthians) e Luís Fabiano, Kaká esbarrou no Santos de Diego e Robinho, que, com duas vitórias, tirou o favoritíssimo ao título da disputa pelo troféu.
Contusão e vaias!
A vida de Kaká começou a ficar mais complicada no Morumbi. O jogador começou 2003 da mesma forma da última temporada, arrasando em campo e levando o São Paulo às vitórias no Campeonato Paulista e Copa do Brasil.
Porém, uma contusão veio atrapalhar sua trajetória, e o tirou das finais do Paulistão, contra o Corinthians, e do início do Campeonato Brasileiro. Após mais uma derrota para o Timão, a torcida tricolor elegeu seu principal culpado pelo fracasso: Kaká.
Assim, as organizadas do clube passaram a perseguir o craque, acusando-o (injustamente) de “pipoqueiro” e “mercenário”. Sem mais clima para continuar com sua principal estrela, a diretoria do São Paulo aceitou a oferta do Milan e negociou Kaká por US$ 8,25 milhões, em julho de 2003.
Chegou chegando!
Todos esperavam que Kaká fosse emprestado a times pequenos, a fim de ganhar experiência para depois se destacar com a camisa do Milan. Contudo, não avisaram o jogador de seus planos. O meia entrou na equipe titular e, ao lado das estrelas do clube italiano, passou a se destacar com suas belas arrancadas e decisivos gols.
Sua primeira temporada registrou o título do Campeonato Italiano, e sua escolha como revelação da competição. Após o primeiro caneco num dos maiores clubes do mundo, o Milan caiu de produção e perdeu o título mundial de 2003 para o Boca Júniors, na disputa de pênaltis.
Ofuscado por Real Madrid (na Europa) e Juventus (em seu país), os milaneses ficaram um tempo sem títulos. Em 2005, a maior desgraça. Na final da Uefa Champions League, o Milan abriu 3 a 0 sobre o Liverpool, mas os ingleses empataram a partida e venceram nos pênaltis, deixando o sabor de vingança na boca dos italianos.
Dois anos depois, a revanche. Em nova final da Champions League, Kaká comandou o Milan na vitória por 2 a 1 sobre o mesmo Liverpool, garantindo o caneco mais importante da Europa. Após o título, Kaká recebeu a Bola de Ouro, premiação da revista France Football, como melhor jogador da última temporada.
A consagração final veio no último domingo: em nova vingança, os italianos derrotaram o Boca por 4 a 2 e conquistaram seu quarto título mundial. E, um dia depois do título mundial, Kaká levanta o prêmio da Fifa e se consagra como o maior jogador de futebol do planeta.
Seleção!
Trajetória de altos e baixos. Assim se pode definir o caminho de Kaká com a camisa amarela da Seleção. Do título mundial de 2002, como reserva, ao fracasso na Copa do Mundo de 2006, como um dos integrantes do famoso quadrado mágico, ao lado de Adriano, Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo.
Depois do título mundial, a Seleção passou a ser comandada por Carlos Alberto Parreira. Confesso admirador do futebol de Kaká, o ex-técnico do Corinthians logo achou um espaço para o ex-são-paulino, sempre decisivo quando entrava em campo.
Seu ponto alto veio em 2005, na Copa das Confederações. Sem contar com os medalhões Cafu, Roberto Carlos e Ronaldo, a Seleção encontrou em Kaká seu grande equilíbrio. Após passar pela Alemanha (3 a 2) na semifinal e atropelar a Argentina na final (4 a 1), o Brasil levantou a taça a passou a ser considerado o grande favorito a Copa, no ano seguinte.
No entanto, a Copa não traz boas lembranças a Kaká. O meia até começou bem, marcando o gol da vitória sobre a Croácia, na estréia, mas a Seleção não engrenou em nenhum momento e foi justamente eliminada pela França, por 1 a 0, nas quartas-de-final do torneio.
Comando novo!
Após a Copa, Parreira deu lugar ao capitão do tetracampeonato, Dunga, que tirou o status de intocável das estrelas da companhia, principalmente Kaká e Ronaldinho. O meia do Milan começou no banco de reservas, mas, após bela exibição na goleada por 3 a 0 sobre a Argentina, retomou sua posição de titular.
Tratado como novo xodó da comissão técnica, Kaká chegou, inclusive, a vestir a camisa 10, que antes tinha Ronaldinho Gaúcho como dono. A camisa mudou (agora, Kaká é o 7), mas o status de grande estrela da equipe canarinho, que busca novamente a condição de melhor time do mundo, continua no colo de Kaká.





































































































































