Sem estádios, Paraense e Alagoano têm jogos prorrogados

Campinas, SP, 08 (AFI) – A falta de organização de alguns clubes, prefeituras e federações podem prejudicar o andamento de alguns campeonatos estaduais em 2008. Tudo porque os estádios de clubes de vários estados estão inteditados e ainda sem condições de abrigar uma partida de futebol.O caso mais grave acontece no Estado do Pará. Dos 11 estádios que sediariam o Campeonato Paraense – incluindo a Curuzu (Paysandu) e o Baenão (Remo) – apenas o Mangueirão tem condições de receber um jogo de futebol. Tal fato fez com que o Promotor de Justiça de Defesa do Consumidor de Belém, Marco Aurélio Lima do Nascimento, solicitasse que o adiamento do início do Estadual para o dia 10 de fevereiro.

A decisão foi tomada em conjunto com representantes dos clubes Remo, Paysandu, Tuna e Pinheirense, da Federação Paraense de Futebol, da Secretaria de Esporte e Lazer (SEEL), da Policia Militar, Corpo de Bombeiros e Vigilância Sanitária Municipal. A competiação estava prevista para começar em 12 de janeiro. Mas como a data é muito próxima da segunda vistoria que será realizada por órgãos competentes, não haveria tempo hábil para os clubes e prefeituras municipais realizarem as devidas manutenções.

Caso não sejam cumpridas as exigências apontadas nesta segunda vistoria, os clubes cujos estádios não forem aprovados terão de mandar seus jogos para o Mangueirão. Dessa forma, toda a tabela do Paraense teria de ser remanejada.Confusão em Alagoas
A situação do Campeonato Alagoano também é alarmante. Quatro estádios que seriam utilizados na rodada de abertura do Estadual, no próximo domingo, estão interditados. Entre eles, o principal estádio de Alagoas, o Rei Pelé, também conhecido como Trapichão.

De acordo com o presidente da Federação Alagoana de Futebol (FAF), Gustavo Feijó, foram encontrados vários problemas no estádio, como pontos de infiltrações. Contudo, o governo estadual, que administra o Rei Pelé, não realizou as reformas solicitadas pelo presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA) local, Aloísio Ferreira.Outros estádioa que não poderão receber jogos até que sejam concluídas as reformas exigidas são o Estádio José Gomes da Costa, em Murici, o Arnon de Mello, em Santana do Ipanema, e Alfredo Leahy, em Penedo.

Com isso, Feijó já garantiu que as partidas que seriam realizadas nestes locais serão tranferidas para para outros lugares e em outras datas, que ainda serão confirmados. Goianão também pode sofrer
Apesar de ter apresentado um campeonato bastante organizado nos últimos anos, a Federação Goiana de Futebol (FGF) também poderá ter de alterar a tabela do Goianão. Isso porque pelo menos dois dos 12 estádios da divisão de elite podem ficar ficar interditados na primeira rodada do certame, prevista para o dia 20 de janeiro.

Os estádios Durval Ferreira Franco (Ipameri), Plínio José de Souza (Senador Canedo) e Abrão Manoel da Costa (Trindade) estavam interditados para reformas pela entidade deste o final da temporada 2007. Mas somente o estádio de Ipameri foi aprovado em nova vistoria realizada nesta segunda-feira.

Tragédia na Fonte Nova
A onda de vistorias nos estádios brasileiros começou após a tragédia da Fonte Nova. Momentos antes do término do empate sem gols entre Bahia e Vila Nova-GO, no dia 25 de novembro, pelo Brasileiro da Série C, uma parte do anel superior do estádio (dois degraus de arquibancada), onde fica concentrada a torcida organizada Bamor, cedeu às comemorações e deixou sete mortos, além de dezenas de pessoas feridas.As pessoas que sofreram o acidente caíram de uma altura referente a um prédio de cinco andares e foram parar do lado da rua do estádio, em frente a um colégio estadual anexo ao estádio.

Clique aqui e confira tudo sobre a tragédia na Fonte Nova!