Jogador da Ponte em 2007 quer voltar para o Paulista
Jundiaí, SP,11 (AFI) – O zagueiro Anderson, imortalizado com a camisa do Paulista por ter sido o capitão que ergueu a taça do título da Copa do Brasil de 2005, quer retornar ao clube. Em entrevista ao Futebol Interior, o jogador revelou que virá nos próximos dias à Jundiaí conversar com a diretoria.
“Eles me procuraram há algum tempo e agora vamos conversar pessoalmente. É melhor assim”, disse o jogador, que atuou pela Ponte Preta em 2007 e antes de negociar com a diretoria jundiaiense quase fechou com o Marília.
Entre os dirigentes do Paulista, Anderson é muito bem visto. Sua liderança é tida como positiva ao grupo. Porém, alguns diretores acreditam que não há hoje espaço para ele no elenco tricolor (há seis zagueiros no Galo: Dema, Diego Padilha, Everton, Johhny, Devas e Marcelo Xavier).
Oficialmente, o vice-presidente do Paulista, Luiz Roberto Raymundo, o Pitico, declara que está disposto a ouvir Anderson, mas que o prefere como um auxiliar técnico do que como jogador.
“Quero deixar claro que o Anderson sempre terá as portas abertas no Paulista; nos últimos anos ele foi o maior líder que tivemos. Para se ter uma idéia eu o chamava de presidente”, disse Pitico. “Mas já temos um bom número de zagueiros e decidimos que em hipótese nenhuma vamos liberar um jogador dessa posição. Por isso não sei se o Anderson se encaixaria. O meu maior desejo mesmo seria tê-lo como auxiliar técnico. Ele é o nome perfeito para essa função”, completou.
O gerente de futebol do Paulista, Moisés Cândido, concorda com Pitico e vê Anderson como o auxiliar técnico “ideal”. “É claro que escolher um auxiliar vai do treinador, mas o Anderson tem uma história maravilhosa aqui dentro. Ele é de um caráter fabuloso e cairia como uma luva na nossa comissão técnica”, afirmou Moisés.
Anderson não descartou atuar como auxiliar técnico. “Tudo depende; vamos conversar”, disse. Mas ele não esconde a preferência por retornar como jogador. “Eu ainda acho que tenho condições de atuar. Sempre me cuidei e me vejo em condições. Mas não quero atropelar as coisas; não vou forçar nada e a conversa com a diretoria, expondo os prós e contras, é que vai decidir”, explicou.
A favor de Anderson, entretanto, conta o apoio irrestrito do técnico Marcus Vinícius. Inclusive, partiu dele o contato inicial com o zagueiro. Depois, foi o superintendente Beto Rappa que manteve as conversas com o jogador.
“Eu acho o Anderson uma figura maravilhosa. Eu quero contar com ele no Paulista. E ainda acho que ele pode ser um grande jogador”, disse Marcus Vinícius, descartando o argumento da diretoria de que há muitos zagueiros no elenco.
“O São Paulo só se destacou porque tinha muitos jogadores para cada posição. Hoje temos bastante zagueiros, mas amanha algum se machuca, fica suspenso e vamos precisar do Anderson. Vamos conversar com a diretoria. Eu conto com ele no mínimo para auxiliar; mas tenho certeza que ele nos ajudaria muito dentro de campo, atuando como o grande defensor que sempre foi”, afirmou o treinador.
Caso realmente venha para o Paulista, como jogador ou auxiliar, será a quarta passagem de Anderson pelo clube. Nas outras três, ele foi vitorioso. Em 2001, o zagueiro foi campeão brasileiro da Série C e campeão paulista da Série A2. Em 2005, ele conquistou a Copa do Brasil e depois de uma passagem pelo Coritiba, quase conquistou o acesso à Série A do Campeonato Brasileiro em 2006 com a camisa do Galo.
“Graças a Deus sempre tive muitas felicidades em Jundiaí. A conquista da Copa do Brasil não marcou apenas a minha carreira como toda a cidade e todos os torcedores que puderam ver aquele time jogar”, afirmou Anderson, que está disposto a vir com contrato de um ano para jogar a Série C do Campeonato Brasileiro. “Quem sabe eu não consigo conquistar mais um título da Série C pelo Galo”, brincou o zagueiro.
Caso Anderson se acerte com a diretoria, ele será o terceiro jogador do time que venceu a Copa do Brasil em 2005 a voltar a Jundiaí. Os outros foram Ricardinho e Réver. Além deles, apenas o zagueiro Dema continua no Paulista.
“Vamos ver se nós quatro poderemos resgatar aquela mística que o clube tinha”, disse, empolgado.





































































































































