Crônica Diego Viñas: Enquanto isso, o torcedor sãopaulino...
São Paulo, SP, 21 (AFI) –
Primeiro jogo oficial do time profissional no seu estádio. Estréia de nada menos do que Adriano no gramado do Morumbi. E muita chuva sim, é verdade. E apenas 15 mil arriscaram assistir ao segundo compromisso do São Paulo pelo Campeonato Paulista contra o estreante na elite, o Rio Preto EC.
Estive no Cícero Pompeu de Toledo sob silêncio sepulcral. Lembrei da estréia do São Paulo no Brasileiro do ano passado, contra o Goiás, quando não teve torcida por causa dos portões fechados. Até escrevi um texto sobre aquela noite fria na capital paulista. Só que ontem era diferente. Não eram muitos, mas eram 15 mil. Adriano em campo e tudo mais. E o silêncio, estranhamente, era o que mais se “ouvia”.
No segundo tempo, o técnico Muricy Ramalho resolveu colocar fogo no jogo. Explico o porquê. Colocou o meia Souza. Opa! Agora sim! Dava pra ouvir vaias, xingos e reclamações da mais variadas. Menos mal, melhor do que aquele clima de sono. Souza com a bola no pé e… dá-lhe vaia!
Olhei pro relógio, 43 minutos da etapa final. Olhei pro campo, uma confusão na área. Vi a rede balançar. Eita! Vi o Souza correndo pra comemorar. E, finalmente, lembrei que a torcida estava lá depois do grito de Gooool!
Pouco depois, o menos lógico. A torcida ovaciona o meia Souza. As duas vezes que ouvi os são-paulinos foram, uma pra vaiar o Souza, e a outra para gritar: Souza, Souza, Souza. Acredita?





































































































































