Confira tudo sobre o cancelamento do jogo em Guaratinguetá

Guaratinguetá, SP, 31 (AFI) – O cancelamento da partida entre Guaratinguetá e Paulista, que se enfrentariam no estádio Dario Rodrigues Leite, em Guará, causou muito disse me disse entre dirigentes, jogadores e arbitragem. Todos concordaram que as condições do gramado dificultaria a partida, mas o cancelamento causou divergência.

Pouco antes das 19h30 – início previsto da partida -, os jogadores de ambas equipes já concordavam que o melhor a ser feito seria adiar a partida. O árbitro Paulo Roberto Fereira, cauteloso, dizia que era necessário esperar 30 minutos, conforme prevê o regulamento, para tomar a decisão. Suas declarações, no entanto, davam a entender de que haveria a partida.

E o próximo jogo?
Pouco depois, um novo problema ocorreu. Embora não quisessem a realização da partida, os jogadores alertaram para o fato de terem que jogar novamente no domingo. Se o jogo fosse adiado para sexta-feira, no mesmo horário, isto não seria possível, pois não haveria um intervalo de 48 horas entres as partidas.

“O regulamento prevê que a gente tenha que jogar amanhã, mas ai teríamos este problema. Como existem datas reservadas para a Libertadores e a Copa do Brasil, competições que ambas equipes não disputarão, a gente pede o bom senso para que o jogo seja remarcado para algum destes dias”, discursava o articulado zagueiro Carlinhos, do Barueri.

Os Presidentes
0001 200Enquanto alguns funcionários do clube tentavam, em vão, escoar a água do gramado, os presidentes dos clubes entraram em campo, aumentando a confusão. O presidente do Paulista, Eduardo Palhares (foto), pedia que o jogo fosse adiado, para não preservar a integridade física dos atletas.

“Não tem condição de realizar a partida. A bola não rola. O melhor a fazer é adiar este jogo. Eu vou ter gastos com isto, meu elenco terá que voltar para Jundiaí, e em uma nova data retornar aqui. Mas não tem jeito. O importante é preservar os atletas”, comentou.

0001 200Embora concordasse que a integridade dos atletas estaria em risco, o presidente do Guaratinguetá, Carlos Arini (foto), ressaltou que a torcida poderia causar uma confusão ao saber do cancelamento do duelo. Ele chegou a ter o respaldo do tenente responsável pelo policiamento, que não garantiu a segurança plena fora do estádio.

“Eu sou o responsável do clube mandante, e não posso me responsabilizar por eventuais problemas que ocorram. Nós temos aqui mais de cinco mil torcedores e não teremos como devolver o dinheiro agora. Eu não assino nada cancelando o jogo”, comentou.

A Decisão
0001 200Após muita confusão e quase uma hora de espera, o árbitro Paulo Roberto Fereira (foto) decidiu pelo cancelamento do jogo. Ele não quis confirmar se o jogo será nesta quinta-feira ou em outra data, mas ressaltou que o importante era preservar os atletas.

“A minha decisão é técnica. O presidente (do Guaratinguetá) quer que eu assuma uma função que não é minha. Eu esperei o tempo necessário e não mudou nada. O gramado não tem condições e os atletas estarão em riso. Eu não vou assumir isto”, sentenciou.

E agora?
Pelo regulamento da Federação Paulista de Futebol, quando uma partida é cancelada pelo mau estado do gramado, ela deverá ser realizada no dia seguinte, às 15 horas. É o que está no Artigo 17 do Capítulo IV. Resta saber se a FPF irá seguir o regulamento.

Como a partida irá terminar às 17 horas, os times poderão atuar no domingo, já que os jogos estão marcados para as 18h10, tendo, portanto, um intervalo de 48 horas entre uma partida e outra. O Guaratinguetá joga com o Guarani e o Paulista com o Santos. Ambos atuam em casa.