Seleção da Série A2 vai ofensiva, para derrubar técnico

Campinas, SP, 15 (AFI) – Se três técnicos caíram na sexta rodada do Campeonato Paulista da Série A2, disputada na última quarta-feira, a culpa é dos atacantes. Impiedosos, os homens de frente não tomaram conhecimento das defesas adversárias e muito menos da situação delicada em que estavam alguns técnicos.

Pior para Michael Robin, na Internacional, Agnaldo Liz, no Catanduvense, e Velloso, no América. Dos três, o América foi o único que não perdeu, porém, o empate em casa com o Taquaritinga, por 1 a 1, custou o cargo do ex-goleiro do Palmeiras. Alheio aos problemas, Paulo Roberto continua galgando a passos largos para levar o Atlético Sorocaba à liderança.

Goleou o Catanduvense, de virada, fora de casa, por 5 a 2, e assumiu a segunda colocação, com 12 pontos, um atrás do líder Santo André. Os dois, ao lado do São Bento, são os únicos invictos da competição. O Futebol Interior acompanhou tudo de perto e, depois de uma análise das partidas, elegeu os 11 melhores da rodada.

Confira as feras que fizeram a diferença na 6ª. Rodada:

Goleiro: Carlos Carioca (União São João): A magra vitória sobre a Ferroviária, por 1 a 0, que colocou o time de Ferreirão na quarta colocação, só foi possível graças ao desempenho de Carlos Carioca. A muralha fez, pelo menos, umas cinco defesas importantes ao longo do duelo.

Lateral-direito: Vander (Olímpia): Fez sua melhor partida na Série A2. Voluntarioso, marcou muito, mas se destacou no ataque. Os dois gols de Carlos Henrique no empate, por 2 a 2, com a Portuguesa Santista, em Santos, saíram de cruzamentos de Vander.

Zagueiro: Alcir (Portuguesa Santista): Xerife da defesa da Portuguesa Santista. Se a Briosa não vence há três partidas, a culpa não é sua. Lá atrás, tem feito seu papel, além de deixar sua marca de vez em quando. Foi assim contra o Olímpia, após um escanteio.

Zagueiro: Zé Ilton (Monte Azul): Parece que sua praia é mesmo a Série A2. No ano passado, fez um bom campeonato pelo Mirassol, sendo um dos destaques do acesso. Este ano, porém, não teve o mesmo desempenho na elite. Bastou voltar à A2 e seu futebol reapareceu, agora no Monte Azul. “Ajudou” a derrubar Michael Robin marcando um dos gols da vitória fora de casa, por 2 a 0.

Lateral-esquerdo: Marcelo Cordeiro (Atlético Sorocaba): Para variar vez gol, para diversificar, não foi de pênalti. O lateral, que tem no setor ofensivo sua principal força, teve mais uma vez um papel fundamental na vitória do Atlético. Foi seu quinto gol na competição,

Volante: Edmilson (São José): Entrou como “tapa buraco” e se deu bem. Um volante cão de guarda e que tem boa qualidade na saída de bola. Mostrou isso logo aos cinco minutos de jogo contra o Oeste, ao abrir o placar.

Meia: Everton (São Bento): Enquanto a documentação de Marcos Aurélio, o Jacozinho, não fica pronta, Everton vai aproveitando as chances. Foi dele o gol da vitória sobre o Botafogo, em casa, por 1 a 0. Pode se tornar o amuleto do Bentão.

Meia: Jeferson (Santo André): Jeferson marcou quatro dos 13 gols do Santo André até o momento na competição. A partida estava complicada, mas o meia tratou de facilitar as coisas para o Ramalhão. Abriu o placar aos 24 minutos do primeiro tempo e, assim, o caminho para mais uma vitória do time de Fahel Júnior.

Atacante: Wellington (Bandeirante): O gol sobre o XV de Jaú tirou o Bandeirante da zona do rebaixamento. Mas não foi “só” isso que Wellington fez. Batalhou durante todo o jogo, incomodando a zaga do Galo da Comarca.

Atacante: Carlos Henrique (Olímpia): A torcida da Portuguesa Santista não vai esquecer tão cedo de Carlos Henrique. Rápido e habilidoso, o jogador mostrou oportunismo nos dois gols que marcou.

Atacante: Fábio Santos (América): Eleito pela crônica local o melhor da partida. Além do gol, que diminuiu o vexame do América e tirou a “zica” do atacante, Fábio serviu os companheiros, partiu para cima dos adversários e ainda ajudou na defesa. Pena que, como o ditado diz, “uma andorinha só não faz verão”.

Técnico: Paulo Roberto (Atlético Sorocaba): Não é à toa que despertou o interesse do Guarani. Montou o elenco do Sorocaba e tem o time nas mãos. Achou a posição ideal para alguns jogadores e tem um ponto favorável: não inventa. Para ele, futebol não tem segredo. E assim o Atlético vê a Série A1 cada vez mais perto, a cada rodada.