Opinião Edmar Ferreira: Internacional volta a acreditar

Limeira, SP, 03 (AFI) – Fazia tempo que eu não via um clima tão favorável na Internacional. Quem sabe o Leão da Paulista seja o Rio Preto da Série A1 e também consiga reagir. Mesmo com um elenco reduzido e de pouca qualidade, o técnico Valdir Perez vem fazendo milagre com os meninos. Nos dois jogos que comandou o Leão da Paulista, foram um empate contra o São Bento, por 2 a 2, em Indaiatuba, e uma vitória contra o Rio Branco, por 1 a 0, no sábado, em Americana. E olha que os dois adversários estavam no G8.

Injusto
No empate contra o São Bento no meio de semana, em Indaiatuba, achei o placar injusto. Achei que a Internacional merecia uma melhor sorte, mesmo tendo sido pressionada no fim. O time de Sorocaba deixou a desejar, principalmente no sistema defensivo, e tomou dois gols idênticos de cabeça de Emerson. Quando o placar era de 2 a 1 para a equipe limeirense, o novato William – uma espécie de Lulinha da Inter – desceu sozinho pela direita, atravessou todo o campo, mas não teve tranqüilidade para matar o jogo, chutando em cima do goleiro Alencar. O castigo veio no gol de empate do artilheiro Cleyton. Que pena.

Assustado
Confesso que fiquei assustado com a pressão da torcida organizada do São Bento sobre os jogadores, na saída dos vestiários de Indaiatuba. A cobrança foi forte e tinha um motivo: o azul e branco não conseguiu vencer a lanterna da competição. Ainda bem que esse tipo de cobrança agressiva não acontece em Limeira. Nesse momento, a Inter precisa de apoio da torcida e não de críticas excessivas. O time é bastante jovem e está fazendo o que pode. É bom lembrar que a culpa não é de quem chegou agora.

Suada
A vitória contra o Rio Branco foi demais importante para a Inter. Como disse o comentarista Naldo Dias na transmissão esportiva da Rádio Mix 770 AM: “A Inter precisou de 11 rodadas para perder a sua virgindade”. O Tigre deixou a desejar e viu uma Inter disposta a vencer, mas pecando demais. E olha que o artilheiro Emerson desperdiçou um pênalti aos 47 minutos do segundo tempo. Ele quis inventar e foi querer fazer a tal “paradinha”. Resultado: escorregou e chutou longe. Mas ele tem crédito de sobra pelo que está jogando. É craque mesmo.

Pé Quente
A Inter apostou na contratação do desconhecido Billy, que não vinha sendo aproveitado por José Carlos Serrão no Rio Preto. O rápido atacante teve a sua primeira oportunidade no segundo tempo da partida em Americana e de cara marcou o gol da vitória, aproveitando um contra-ataque rápido pela esquerda e batendo com estilo na saída do goleiro. Que estrela hein meu velho?

Tabu
Além de vencer o Rio Branco, a Internacional quebrou um tabu que já durava nove anos, o de não vencer o Tigre. A última vitória tinha sido registrada em 1999, mas no Limeirão. Vencer em Americana fazia mais de 20 anos. Que beleza.

Ajudou
Não podemos pensar que tudo está bem e que a Internacional vai escapar da degola. Existe um duro caminho a ser percorrido e os adversários daqui para frente, com exceção do América no próximo sábado, estão todos no bloco dos classificados, como: Mogi Mirim, São José, Ferroviária e União São João. Sai de baixo que vem chumbo grosso por aí.

Casa cheia
Quem realmente gosta e torce pela Internacional, tem que comparecer no sábado, à tarde, para o jogo contra o América, no Limeirão. É mais um jogo de vida ou morte para o Leão da Paulista, nessa luta desesperada contra o rebaixamento para a A3. Os resultados do fim de semana ajudaram o Leão, em especial as derrotas de América, Olímpia, XV de Jaú e Taquaritinga. Não estavam nos planos o empate do Oeste em Sorocaba e a vitória do Comercial sobre o Monte Azul. Mas ainda dá tempo torcedor.

Histórico
Valdir Perez comandou a Internacional em 18 jogos no passado, obtendo seis vitórias, seis empates e seis derrotas, com 13 gols pró e 19 contra, saldo negativo de seis gols. Essa, portanto, está sendo a terceira passagem do treinador no Limeirão. Ele comandou a Internacional em sete partidas do Campeonato Brasileiro da Série A, de 1990. Foram três vitórias (2 x 1 Bahia, 1 x 0 Vasco da Gama e 1 x 0 Botafogo), dois empates (1 x 1 Portuguesa e 0 x 0 Santos) e duas derrotas (2 x 1 Bragantino e 3 x 0 Goiás). Sua demissão ocorreu após o empate sem gols contra o Santos em 23/09/1990.

Em 1994
Valdir Perez retornou ao Limeirão em 1994, para o Campeonato Paulista da Série A2. Foram 11 jogos, com três vitórias, quatro empates e quatro derrotas. Sob seu comando a equipe marcou nesta competição sete gols e sofreu 12, saldo negativo de cinco gols. Sua segunda demissão ocorreu em 27/02/1994, após o empate sem gols contra o Juventus, no Limeirão. Neste ano são dois jogos, com uma vitória e um empate.

Deixou a desejar
Por outro lado, o Independente perdeu a grande chance de estar no bloco dos oito classificados para a segunda fase do Campeonato Paulista da Série A3. O empate sem gols contra o Força, sábado, em Guarulhos, foi simplesmente desastroso. O Galo está em uma situação delicada, pois está a dois pontos da zona de classificação, mas também a um ponto da zona do rebaixamento.

Não sei
Está faltando uma química para o Independente, que não consegue engrenar na A3. O elenco é bom, tem qualidade e o técnico Nei Silva tem peças de sobra no elenco. Não sei o que realmente está acontecendo, mas não está legal. O Galo tem perdido pontos preciosos, como nos empates contra São Bernardo e Força e principalmente nas derrotas para Nacional e Oeste Paulista. Acorda Galo, a competição está chegando a sua metade.

Clássico
Muita expectativa para o clássico regional de sexta-feira, à noite, no Estádio Comendador Agostinho Prada. O Independente recebe o desfalcado União Barbarense, que me parece não terá cinco titulares. É obrigação o Galo vencer, nem que for por meio a zero. No ano passado, a equipe limeirense venceu, por 1 a 0, fora de casa, gol de Róbson. Vale lembrar que depois os adversários serão Votoraty e Linense. Aiaiaiaiai.

Marcos Bruno
Tenho um carinho todo especial pelo técnico Marcos Bruno e fico contente por saber que ele tem feito um excelente trabalho no Osvaldo Cruz. Seu time vem crescendo assustadoramente de produção e já está no G8 da Série A3. Parabéns amigo. Pena que ele não conseguiu desenvolver o mesmo trabalho na Copa FPF de 2006 no Independente, talvez por falta de boas peças. Mas quem sabe um dia retorne.

Abraços
Tenho dois abraços especiais na coluna de hoje. O primeiro deles é para o ex-técnico do Velo Clube, Lenilson Freire, que me enviou um e-mail para dizer que sempre acompanha a coluna. Quando penso no profissional, sempre lembro de suas piadas, em especial do “Cotoco”. O outro abraço é para Wagner Barbosa, ex-presidente da Internacional, campeão com o Leão na Série A2 de 2004. Ele me presenteou com um livro sobre a história do futebol paulista da 1ª Divisão. Valeu meus amigos.

Alô cornetada, nós começamos a reagir…..

Amigos do esporte até a próxima.