Armando Bracali: ´Saímos do Grêmio por sermos ofensivos´

Jundiaí, SP, 07 (AFI) –
Armando Bracali tem história no Paulista. Foram 16 anos no clube. No currículo, muitos títulos. Copa São Paulo de Juniores de 1997, Brasileiro da Série C em 2001 e o inesquecível título da Copa do Brasil em 2005, foram alguns deles.

Nos últimos anos, Bracali firmou uma sólida amizade com Vagner Mancini passou a ser seu auxiliar. Juntos, eles foram para Dubai, dirigir o Al Naser e no começo do ano assumiram o Grêmio, de onde, estranhamente foram demitidos na semana passada.

Nesta entrevista ao programa FUTEBOL ESPORTE SHOW, da TV Japi, Armando fala do seu trabalho no Grêmio e de algumas razões que podem ter levado a diretoria do clube gaúcho a demiti-lo.

A diretoria do Grêmio apresentou algum motivo ao demitir você e oNão foi falado nada. Acredito que os dirigentes não estavam acostumados a ver o time jogando pra frente, ofensivamente, como nós estávamos fazendo.
Vagner Mancini?
Bracali:

Houve alguma briga entre vocês e os diretores? Bracali: Briga não houve. Mas a relação com o diretor de futebol, Paulo Pelaipe, não era muito amistosa. Quando ele começou a querer interferir na escalação, o Mancini o cortou. Isso deve ter pegado mal. Não sei como eles trabalhavam antes, mas o Mancini jamais aceitou isso.

A opinião pública ficou praticamente toda ao lado de vocês nessaFortalecidos, não sei. Mas todos viram o absurdo que foi a nossa saída. Não perdemos nenhum jogo, o time estava ganhando uma cara…todos que nos viam na rua, falavam que estavam do nosso lado. Nem a torcida, nem os jogadores entenderam.
demissão, até porque é muito estranho uma comissão ser demitida sem perder nenhum jogo (foram quatro vitórias e dois empates). Vocês acham que saem fortalecidos desse episódio?
Bracali:

Você, particularmente, ficou frustrado?Há, sim, um sentimento de frustração. Fizemos toda a pré-temporada, estávamos com um projeto à longo prazo no Grêmio, reformulamos toda a equipe já que só o Eduardo Costa de titular ficou do ano passado, e de repente, sem explicação somos demitidos. Mas, tudo bem, a vida segue.
Bracali:

Como foi a passagem de vocês pelo Al Naser, dos Emirados Arabes?Foi muito bacana. Chegamos para profissionalizar o clube; lá o futebol é muito amador. Dubai é uma cidade maravilhoso. Mas houve a proposta do Grêmio que pagou a multa rescisória e decidimos sair.
Bracali:

O que você pensa para o futuro?Agora estamos descansando. Sigo como auxiliar do Vagner Mancini e pretendo acompanha-lo. Houve algumas propostas, mas o Mancini recusou (Ituano e São Caetano sondaram Mancini e Bracali, mas eles descartaram).
Bracali:

Você pensa em voltar para o Paulista?Seria anti-ético falar qualquer coisa nesse sentido, pois o Giba está fazendo um trabalho maravilhoso. Já trabalhamos juntos e sei do grande potencial que ele tem.
Bracali:

Foram 16 anos de trabalhos prestados ao Paulista. Qual foi o seu maior momento?Tive vários. Mas o maior, com certeza, foi o título da Copa do Brasil de 2005. Aquele time, aquele ímpeto foi algo inesquecível. Jamais vai sair da minha mente.
Bracali:

Como está o seu filho, o goleiro Rafael Bracali (atualmente noEle está muito bem. Agora, atuando como titular. Ele ficou quatro jogos sem tomar gols e no final de semana passado, quando atuou contra o Benfica, foi escolhido pela imprensa portuguesa como o melhor goleiro da rodada.

Nacional de Portugal)?
Bracali: