Bragantino 2 x 5 Palmeiras - Virada e goleada históricas

Bragança Paulista, SP, 9 (AFI) – Num jogo emocionante, o Palmeiras venceu o Bragantino, por 5 a 2, numa virada histórica, porque saiu perdendo por 2 a 0 e com um jogador a menos. A vitória foi histórica, porque há 42 anos o Verdão não vencia o Massa Bruta, no Estádio Marcelo Stefani, pelo Campeonato Paulista.

E este triunfo caiu em boa hora, porque o Palmeiras, de vez, entrou na briga por uma vaga nas semifinais. Agora soma 22 pontos, enquanto o Bragantino, com 18 pontos, vai ter que se consolar em brigar pelo Título do Interior.

Alta velocidade
A surpresa para o grande público presente ao Marcelão foi que o jogo começou em alta velocidade, com os dois times buscando o ataque. O Palmeiras ameaçou com um chute, perto do travessão, de Léo Lima,mas quem abriu o placar foi o bragantino, aos 17 minutos. O ala-esquerdo Paulinho tabelou com André Gaspar, contou com a falha de Henrique e apareceu sozinho na frente do goleiro marcos. Com calma, Paulinho só tirou a bola do alcance do palmeirense.

E o inesperado aconteceu aos 23 minutos, quando Marcos cometeu pênalti ao chutar Malaquias, dentro da área. Momentos antes, o atacante tinha dividido com o goleiro e seu pé atingiu o peito de Marcos. O lance prosseguiu, mas Marcos preferiu dar um “chutinho” no atacante, O árbitro viu, marcou pênalti e expulsou o goleiro. Na cobrança, com categoria, Nunes deslocou Diego Cavalieri – que entrou no lugar do atacante Alex Mineiro.

Veiga e Gléguer erram feio (duas vezes cada)
Mas como era esperado, o Bragantino foi se carregando de cartões amarelos, principalmente por faltas. Já tinham sido “premiados” César Gaúcho e Zeziel, que insistiam em cometer faltas. Marcelo Veiga demorou para substituir um dos dois.

Aos 34 minutos, Nunes deu um meia bicicleta e quase marcou o terceiro, mas num contra-ataque o Palmeiras diminuiu o placar. Kleber desceu em diagonal e deu belo passe para Diego Souza, que bateu em diagonal e superou facilmente a Gléguer, que estava mal colocado – do lado da trave. Aos 39 minutos, aconteceu o inevitável: César Gaúcho fez outra falta sobre Valdivia e acabou expulso. Tudo igual em campo: 10 contra 10.

Aos 40 minutos, Diego Souza soltou a bomba de fora da área, o goleiro Gléguer, outra vez falhou, não defendeu e o rebote sobrou para Valdívia. Ele ajeitou no peito e chutou colocado, no canto esquerdo de Gléguer: 2 a 2. Muito justo. Marcelo Veiga voltou a errar: tirou André Gaspar, que não tinha amarelo, para a entrada do volante Mário. Aos 42 minutos, Kleber desceu sozinho e acabou sofrendo a falta em cima da linha da grande área. Como o atacante ia em direção ao gol, o zagueiro Da Silva foi, justamente, expulso.

Pressão inevitável
Com um a menos – 10 a 9 – o Bragantino, com certeza, iria sofrer muita pressão no começo do segundo tempo. O técnico Marcelo Veiga deveria ter sacado um atacante, mas voltou com os dois em campo. Resultado: tomou o terceiro gol, o da virada, logo aos três minutos. Kleber ganhou a dividida de corpo com Cris, na linha lateral esquerda, e passou para Leandro. O lateral ajeitou e bateu forte de esquerda. A bola ainda tocou nas mãos “fracas” de Gléguer e entrou.

Aos 12 minutos, Zeziel, de falta, deu susto em Diego. A bola subiu e desceu rápido, toando no travessão e saindo. Em seguida, Marcelo Veiga cometeu outro erro: tirou o atacante Nunes, melhor no ataque, para a entrada do volante Rubens. É claro que a intenção do técnico era reforçar a marcação no meio-campo, mas ao tirar Nunes recebeu vaias merecidas da torcida. Nunes não entendeu e fez gestos obscenos para a torcida, que na verdade, o estava defendendo.

Domínio total
O Palmeiras dominou o jogo e poderia ter aumentado aos 28 minutos num pênalti cometido por Cris sobre Denílson. Na verdade, desta vez, o juiz Paulo César de Oliveira errou feio, porque o zagueiro atingiu claramente a bola. Na cobrança, porém, Léo Lima, até então bem em campo, isolou a bola para cima do travessão, aos 29 minutos.

Mas o quarto gol saiu aos 34 minutos. Valdivia foi lançado em velocidade, chegou na bola antes do que Cris, passou pelo desesperado Gléguer e, na linha de fundo, tocou para trás. Denílson, que tinha entrado no lugar de Kleber, só empurrou a bola para as redes. Este foi seu primeiro gol com a camisa do Palmeiras. E que fácil! Aos 38 minutos, quando não precisava, Marcelo Veiga encerrou a tarde de erros: colocou Adriano, meia, na vaga de Malaquias.

Nos acréscimos, Veiga e Gléguer foram castigado. Denílson chutou rasteiro, a bola quicou e enganou o goleiro. E o placar ficou feio para o Bragantino, que pagou caro pelos erros seguidos de seu técnico.

Próximos Jogos
Os dois times voltam a campo na quarta-feira. Às 19h30, o Bragantino, de novo em casa, recebe o Sertãozinho. Mais tarde, às 21h45, o Palmeiras recebe no palestra Itália a Ponte Preta, sem Diego Souza e Valdivia.

Ficha Técnica

Bragantino 2 x 5 Palmeiras

Local: Estádio Marcelo Stefani (Bragança Paulista-SP)
Data: 09/03/2008
Renda: R$ 212.196,00
Público: 6.617 pagantes.
Árbitro: Paulo César de Oliveira
Cartões amarelos: Mário, César Gaúcho, Cris, Hugo, Niander e Zeziel (Bragantino). Valdivia, Henrique, Gustavo, Diego Douza e Leandro (Palmeiras)
Cartões vermelhos: Marcos (Palmeiras). César Gaúcho e Da silva (Bragantino)
Gols: Paulinho, aos 17, Nunes aos 26, Diego Souza, aos 36 e Valdivia, aos 40 minutos do 1.º tempo. Leandro, aos 3 e Denilson, aos 34 e aos 48 minutos do 2.º tempo.

Bragantino
Gléguer; Da Silva, Hugo e Cris; Niander, César Gaúcho, André Gaspar (Mário), Zeziel e Paulinho; Malaquias (Adriano) e Nunes (Rubens).
Técnico: Marcelo Veiga.

Palmeiras
Marcos; Élder Granja, Gustavo, Henrique e Leandro; Pierre, Léo Lima, Diego Souza e Valdivia (Lenny); Kleber (Denílson) e Alex Mineiro (Diego Cavalieri).
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.