Sonho ou realidade? Nova Arena da Macaca é apresentada

0001 250A Odebrecht não só desenvolveu o projeto, que considera viável, como pretende efetivar uma parceria com o clube para a construção do complexo do estádio, que deve ocupar a área de 86 mil metros quadrados do clube no Jardim Eulina. O anteprojeto foi apresentado aos conselheiros que atenderam à convocação. Campinas, SP, 19 (AFI) – A Odebrecht Engenharia e Construção apresentou, no final da noite desta terça-feira, ao Conselho Deliberativo da Ponte Preta o anteprojeto da Arena Ponte Preta, um moderno estádio multi-uso no valor estimado de R$ 112 milhões e com capacidade para abrigar 30 mil torcedores, todos sentados e em arquibancada coberta.

A Arena Ponte Preta ficará em uma área centralizada do terreno do Jardim Eulina, envolta por uma grande praça de recepção do público e um estacionamento para 2,2 mil veículos. Quatro áreas de arquibancadas estão distribuídas em torno do estádio, o que confere um aspecto mais “quadrado” ao local (não há assentos nos cantos, que são reservados para as rampas de acesso).

“Trata-se de um estádio multi-uso, padrão Fifa, cuja lotação será de 30.028 pessoas. Todos os assentos têm grande proximidade e visibilidade do campo e são cobertos. Não se trata de um simples conjunto de arquibancadas, mas de uma Arena multi-uso, rentável, que será utilizada sete dias por semana”, ressaltou o arquiteto responsável pelo anteprojeto, Daniel Fernandes, da Enerconsult (braço da Odebrecht que desenvolve e analisa viabilidade de projetos como o da Arena).

A Odebrecht é uma das empresas que compõe o consórcio envolvido na construção da nova arena do Grêmio.

Nas quatro áreas de arquibancadas, há divisões em quatro níveis ou pisos: nível superior, área VIP, camarotes e área inferior. Todos eles são cobertos. Na área exterior, espaços rentáveis para lojas, restaurantes, centro de convenções e outros serviços. O valor do projeto inclui ainda a construção de um novo Centro de Treinamento (CT) para as categorias de base do time, também a ser feito pela Odebrecht.Viabilidade
A viabilidade do projeto será avaliada pelo Conselho Deliberativo da 0002 250Ponte Preta, que irá designar um grupo de especialistas – entre os quais engenheiros, arquitetos, economistas e advogados – para analisá-lo. A análise será apresentada ao conselho para aprovação e, posteriormente, definida em assembléia geral.

“Importante ressaltar que é o Conselho quem dará a palavra final. Não é um projeto de gestão e sim da Ponte Preta. Não é a diretoria ou a mesa do Conselho que irá aprovar ou não: seremos todos nós, conselheiros”, ressaltou o presidente do Conselho, Jair Bonatto.A idéia apresentada para viabilizar o projeto propõe a criação de uma empresa que será formada pela Ponte Preta, Odebrecht e possíveis investidores. A Ponte cederá o terreno e esta empresa irá obter um financiamento para construir o complexo, que será totalmente pago no decorrer da exploração da Arena.

“O investimento da Ponte Preta na construção poderá ou não ser o atual estádio, outro bem ou mesmo podemos nos cotizar para investir. Caso optemos por utilizar o Majestoso, a própria Odebrecht o venderia e não precisaríamos entregá-lo antes de ter a Arena pronta. No entanto, quem definirá o que fazer com o estádio e como será nossa participação no investimento será o Conselho, se ele aprovar o anteprojeto”, ressaltou o presidente da Ponte, Sérgio Carnielli.A empresa mista explorará a Arena por um período definido de mais ou menos 20 anos e pagará o financiamento, bem como receberá os lucros de exploração do Estádio Multi-uso – que serão divididos entre Ponte, Odebrecht e outros possíveis investidores que formarão a empresa. Após este período, a Ponte passa a ser dona total da Arena.

“E é importante ressaltar que os direitos de compra preferencial são da Ponte Preta neste período de exploração. Ou seja, a Ponte, se quiser, pode comprar a parte da construtora a qualquer momento desde que seja interessante para ela”, diz Ricardo Bueno, diretor de contrato da Norberto Odebrecth SA.Caberá à empresa mista operar e administrar o estádio. A Ponte, em contra-partida, terá de mandar seus jogos na Arena. As receitas da empresa virão dos direitos de nome, publicidade, bilheteria, estacionamento, shows e eventos e aluguel de espaços. As da Ponte Preta virão da transmissão televisiva dos jogos, compra e venda de jogadores, patrocínio do time e exploração da marca e royalties.

0003 250“Importante notar que tudo isso é um anteprojeto, que podemos moldar às nossas necessidades e aprovar ou não. Mas nos vemos diante da possibilidade de dar um passo em direção ao futuro, à modernidade. De certa forma, nos vemos agora na mesma posição em que se encontravam Moisés Lucarelli e outros pioneiros que construíram o Majestoso. Está em nossas mãos: vamos conduzir o processo e não ser conduzidos”, definiu Bonatto.

Os custos da empresa serão os operacionais da Arena, equipe e pagamento da dívida de financiamento. As da Ponte, de salários de seus jogadores, funcionários e administração do time. Não haverá nenhuma interferência da Arena na parte social do clube e o local da unidade social do Eulina será definido pelos conselheiros (ela pode permanecer na Arena ou ser transferida).

Os nomes dos especialistas apontados pelo Conselho para avaliar o projeto serão apresentados na próxima reunião, cuja data será definida em breve.FICHA TÉCNICA
NOVA ARENA ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA PONTE PRETA

TERRENO: 86.888 m²PÚBLICO: 30.028 ASSENTOS
anel inferior: 12.000
anel executivo: 3.600
camarotes (VIP): 1.428
anel superior: 13.000

ÁREA CONSTRUÍDA: 113.519 m²FECHAMENTOS:
telha metálica isolante
cobertura de vidro

VAGAS DE ESTACIONAMENTO: 2.225
1º subsolo: 1.534
2º subsolo: 691