Brinco lotado? Só se for na tocida do São Paulo

Campinas, SP, 20 (AFI) – O fato de enfrentar um grande clube como o São Paulo, pelo Campeonato Paulista, não empolgou a torcida do Guarani. Dos 9.800 ingressos colocados a disposição da torcida bugrina, apenas cerca de 1 mil foram comercializados até o final desta quinta-feira. Em contra-partida, a torcida tricolor já esgotou os 4.700 entradas para os visitantes.Como esta sexta-feira é feriado, não haverá venda de ingressos. As entradas para os torcedores do Guarani seguem a venda no sábado, das 09 até as 13 horas e, no domingo, dia do jogo, das 09 às 12 horas, na Loja Guarani Esportes. Na hora do jogo, às 16 horas, não haverá comercialização.

Time
O Bugre deve entrar em campo com o seguinte time: Gisiel; Xandao, Danilo Silva e Diego; Maranhão, Roger Bernardo, Fabinho, Marcinho, Adrezinho e Alessandro; Henrique.

Em relação ao time, o técnico Jair Picerni praticamente definiu os 11 titulares. A novidade será a entrada do zagueiro Diego na vaga de Lucas, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Com isso, o time abandona o esquema 4-4-2 e passará a atuar no 3-5-2.

O elenco bugrino ficará concentrado no Hotel Fazenda Duas Marias, em Jaguariúna, até sábado. O time precisa vencer o São Paulo para deixar a zona de rebaixamento, uma vez que ocupa a 17.ª colocação, com 14 pontos.Opinião FI
O número de ingressos vendidos comprovam o equívoco dos dirigentes do Guarani em liberar apenas 4.700 ingressos para os sãopaulinos. Caso liberasse as duas cabeceiras, por exemplo, o Bugre poderia melhorar sua renda e aliviar, pelo menos um pouco, sua infindável crise financeira. Além disso, evitaria confusões nos arredores o estádio, como aconteceu m 2006, quando mais de mil tricolores ficaram para fora sem ingresso.

Com certeza, o torcedor que realmente é bugrino entenderia a diretoria se houvesse a liberação das duas cabeceiras. O momento é de pensar no bem do Guarani. Mesmo com cerca de 10 mil tricolores, a pressão dos visitantes não seria maior. Até porque o Brinco de Ouro tem grandes dimensões e capacidade suficiente para suportar o público.

Enquanto a atual diretoria segue com pensamentos retrógrados, é o torcedor quem “paga o pato” e vê o Alviverde cada vez mais no buraco. Só para se ter idéia, o Bugre tem a pior média de renda do Paulistão, com R$ 19.435,00 arrecadados por jogo.

Se levarmos em consideração, que para conseguir algum lucro, o time campineiro precisa de uma renda de, no mínimo, R$ 20 mil, chegamos a conclusão que até agora os jogos só vêm dando prejuízo ao clube. Chegou a hora dos dirigentes começarem a ter um pouco mais de visão. Outros clubes do Interior, como Sertãozinho e Rio Preto, se atentaram a isso e lucraram e muito, nos jogos contra os grandes.

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