PM castiga cartolas do Guarani com falta de bom senso

Campinas, SP, 23 (AFI) – A falta de bom senso dos dirigentes do Guarani, durante a semana, foi castigada duramente pela falta de bom sendo do comando da Polícia Militar de Campinas. Tudo em relação à venda de ingressos para o jogo entre Guarani e São Paulo, neste domingo à tarde, no Brinco de Ouro, pela 16.ª rodada do Campeonato Paulista. A PM proibiu a venda de ingressos depois do meio dia de hoje, impedindo que muitos bugrinos possam adentrar ao estádio.

TumultoBrinco150Revoltado e inconformado, Capela, um dos responsáveis pela venda, seguiu junto com o próprio presidente Leonel Martins de Oliveira até o comando da PM no estádio, mas não conseguiu demover os policiais para a liberação dos bilhetes. O motivo alegado: uma medida de segurança. Este procedimento já foi adotado em alguns jogos especiais no Estado, como em dérbis, mas nunca tinha acontecido num clássico deste porte no Brinco de Ouro.

Por volta das 14h30 já era muito grande, perto de 300, o número de torcedores próximos à Boutique do Brinco, que fica de fronte às bilheterias do portão principal. Este acúmulo de pessoas pode, ao contrário do que previa a PM, um clima de insatisfação e revolta, gerando até tumultos e confrontos. No domingo passado, no próprio dérbi, a PM liberou a venda de ingressos para os pontepretanos até as 14 horas, duas horas a mais do que estava previsto.

São-paulinos garantidos
Por outro lado, os 4.700 bilhetes destinados ao são-paulinos estão esgotados desde a última quinta-feira. Certamente, muitos deles, vão aparecer nas mãos de cambistas. A procura era maior e, mesmo assim, a direção do Guarani não abriu a cabeceira de entrada para os torcedores visitantes, o que permitira um público de tricolores em torno de 10 mil.

E também significaria mais receita para o clube. A proibição da Polícia Militar, neste domingo, vai desfalcar ainda mais a arrecadação. Não fosse a irracionalidade dos dirigentes, este seria um jogo para 20 a 25 mil torcedores. E significaria, com um pouco de inteligência, algo em torno de R$ 500 mil líquidos para o Guarani, que vive reclamando da falta de dinheiro.

Vários grupos de são-paulinos foram vistos desde cedo na cidade. Agora à tarde, houve confrontos nas imediações do Terminal Central de Ônibus, no centro da cidade, e foram vistos grupos enormes de tricolores na frente da CPFL, na saída para Mogi Mirim, e também perto do trevo da Via Anhanguera.