Opinião Silvio Gumiero: Modernidade sim, mas com competência

O futebol sempre nos apresenta surpresas. Contratações, demissões e resultados nem sempre são esperados. Porém são coisas corriqueiras, que somos a favor de algumas, contra outras e assim vamos tocando esse esporte que apaixona. Apaixonante mesmo são os dois clubes de Campinas.

0002 250Guarani e Ponte Preta, juntos, já completaram dois séculos de existência. Passaram por poucos maus momentos, mas muitos sensacionais, como foram os anos setenta, onde Campinas foi denominada a capital nacional do futebol, fruto dos grandes times que ela possuía.

Atualmente os dois estão em baixa, lutando para reconquistarem os postos onde já estiveram. Os torcedores da Ponte acabam de ser surpreendidos com a notícia da construção do seu novo estádio. Já a nova “taba” do Bugre é notícia há quase um ano. Poderá ser concretizada com a venda do “Brinco de Ouro da Princesa”. Já a nova “árvore” da Macaca merece crédito porque, além de não estar vinculada com a venda do “Majestoso”, é um projeto (foto) de uma empresa especialista em construção, tanto no Brasil como no exterior.

Tem até seu custo estimado em 112 milhões de reais. Às vésperas da Copa do Mundo de 2014, que o Brasil irá sediar, essas notícias encorajam a cidade de Campinas, que poderá ser chamada a capital nacional do modernismo futebolístico. Serão duas arenas multiuso, cada uma com capacidade para cerca de 30 mil espectadores. Uma nova fase de Guarani e Ponte Preta. Isso quanto ao conforto dos seus torcedores.

Mas os dois estádios representarão somente a parte física, como são os prédios das grandes empresas. Dentro delas são necessárias pessoas, gente competente para que os dois clubes possam prosperar. Sem dirigentes profissionais os dois estádios poderão ter as suas lotações somente com shows, que seguramente não serão jogos de futebol.

Ou melhor, até que poderão, é só abrigarem os grandes clubes de São Paulo, como já fazem Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Presidente Prudente. Portanto, não é hora de apostar quem vai construir primeiro. Não é hora de revanchismo, que leva ao amadorismo. O que importa agora é um planejamento estratégico competente e profissional que leve ou Guarani ou Ponte Preta, de preferência os dois, ao pódio do futebol brasileiro.