Jogador beija companheiro na boca para comemorar pênalti

São Paulo, SP, 29 (AFI) – O futebol sempre nos proporciona surpresas. Algumas agradáveis, outras nem tanto. Em uma época que a sexualidade de alguns jogadores virou presença constante nos noticiários esportivos, o volante Max Carrasco, do Barueri, protagonizou um lance no mínimo comprometedor, na vitória do seu time sobre a Portuguesa, por 3 a 2, na noite deste sábado, no Canindé.

A partida teve dois pênaltis assinalados pelo árbitro Paulo Roberto de Souza Júnior, ambos mandrakes, um para cada lado. Na penalidade a favor do Barueri, aos 47 minutos do segundo tempo, Max Carrasco não se conteve e extrapolou na comemoração. Assim que o árbitro assinalou a marca da cal, após Patrício sequer encostar em Thiago Humberto, o volante do Barueri se ajoelhou e, em meio à euforia, agradeceu o companheiro de equipe com um beijo na boca.

No momento, muitos atletas estavam envolvidos no lance, mas o contato entre Max e Humberto foi ainda mais íntimo. Para completar a festa, Thiago Humberto não vacilou na cobrança da penalidade e marcou o gol da vitória do Barueri, para a alegria ainda maior de seu admirador, Max, que de Carrasco não tem nada.

Polêmica
Minutos antes do gol decisivo, a Portuguesa também teve um pênalti a seu favor, que, assim como o do Barueri, não existiu. Christian recebeu de costas para o marcador e, ao girar, dobrou os joelhos e caiu dentro da área. Até aí, o lance poderia ser qualificado como interpretativo. A polêmica veio na hora da cobrança.

Christian assumiu a responsabilidade e bateu. O goleiro Renê defendeu. Entendendo que o camisa 1 do Barueri se adiantou, o árbitro mandou voltar. Na segunda vez, nova defesa de Renê, mas novamente uma infração e anulação da cobrança. Depois disso, Christian desistiu de bater. Zé Maria encheu a bomba e, finalmente, converteu o pênalti.

Ainda no gramado, ao final do confronto, o goleiro Renê reclamou da atuação da arbitragem no geral. “É brincadeira. Peguei dois pênaltis e ele mandou voltar. Na Vila Belmiro foi a mesma coisa. Ainda bem que conseguimos um gol no final”, resmungou o goleiro, que já defendeu 18 pênaltis em toda sua carreira. Seriam 19 se o árbitro não anulasse o deste sábado.