Opinião FI: Cadê a transparência na venda do Brinco?
Campinas, SP, 31 (AFI) – A Assembléia Geral de Sócios definiu, nesta segunda-feira à noite, que a atual diretoria poderá vender o estádio Brinco de Ouro da Princesa. O Futebol Interior, em seu espaço opinativo, pede mais transparência à negociação, que até agora é completamente obscura e desconhecida.
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Opinião FI
As propostas divulgadas pelos dirigentes bugrinos causaram um alvoroço em torno da venda do Brinco. Até porque receber uma Arena Multi-uso no valor de R$ 200 milhões, uma nova sede social, um novo Centro de Treinamentos, R$ 30 milhões para investir no futebol e ainda ter as dívidas trabalhistas quitadas seria um grande passo para o Guarani voltar ao lugar de onde nunca deveria ter saído: a divisão de elite do futebol brasileiro.
Com uma infra-estrutura de “Primeiro Mundo” e uma verba considerável (R$ 1 milhão por mês) para investir no futebol, o Bugre certamente voltaria a brigar por títulos e dar alegrias aos seus torcedores. O que se viu durante e após a assembléias do Conselho e dos associados, porém, é algo que estarrecedor. A atual diretoria não apresentou nomes e nenhuma proposta concreta em relação a negociação de seu patrimônio.
Está mais do que na hora do presidente Leonel Martins de Oliveira dar “nomes aos bois”. Quem são esses investidores que estão dispostos a despejar caminhões de dinheiro no clube? De onde virá todo esse montante? Quais são as garantias do clube? Onde está a transparência? Até agora, nada saiu do campo das cogitações e ninguém mostrou nada de concreto.
O aval dado pelos sócios para a venda do Brinco é algo que pode mudar o destino do clube, para melhor ou para pior. Neste momento, imprensa e torcedores têm de ficar atentos a todas as ações dos dirigentes bugrinos. Todas as negociações (se é que elas já existem) deverão ser feitas de forma transparente.
O passado recente mostra que muitos dirigentes “amadores” de alguns clubes brasileiros caem no “conto do vigário” e acabam arruinando clubes tradicionais. Foi o caso do Corinthians, que durante a gestão de Alberto Dualib, aceitou os dólares da MSI e acabou caindo em uma enrrascada. Hoje, paga por isso na Série B do Brasileiro.
No próprio Guarani há um exemplo de parceria obscura. Na gestão de José Luís Lourencetti, o clube anunciou uma parceria com um empresário supostamente “italiano”, chamado Nino Nicoletti. O negócio, porém, não saiu do papel e se tornou um dos maiores vexames da história de uma instituição quase centenária.
O Futebol Interior estará atento a todos passos da diretoria nas negociações da venda do Brinco de Ouro. O Guarani é um patrimônio da cidade de Campinas e do futebol brasileiro e o torcedor não pode aceitar mais uma promessa não cumprida – ou mal cumprida. Nas próximas semanas, saberemos se todo esse barulho é resultado de uma negociação concreta, real, paupável… ou se não passa de mais “um conto do vigário”.





































































































































