Chat FI: Ex-goleiro do Timão relembra triste episódio. Veja!
Campinas, SP, 02 (AFI) – O técnico do Força, Ricardo Pinto (foto), esteve na tarde desta quarta-feira, nas dependências do Futebol Interior, onde respondeu todos os questionamentos e, ainda, relembrou do triste episódio no Rio de Janeiro, quando foi agredido e teve traumatismo craniano.
Confira o bate-papo abaixo:
Chat FI: Quais times você acha que são os favoritos na conquista do acesso?
RP: O Força, o Linense, que não pode deixar de dizer. Aí tem vários. Dos que eu joguei até agora, acredito que a Itapirense, SEV, Penapolense e Oeste Paulista são os mais estruturados.
Chat FI: Na sua opinião, qual o jogador mais importante do Força?
RP: O nosso principal jogador é a coletividade. Nossa vontade de trabalhar e sonhar. Não temos um destaque individual. A gente se supera no coletivo.
Chat FI: Qual seu relacionamento com Wilson Mano, ex-técnico do Força?
Chat FI: Nós jogamos juntos em 94 e 95, no Corinthians. Nosso relacionamento é muito apesar, apesar de não manter a amizade. Depois nos encontramos no interior do Paraná e nunca tive notícias da forma dele de trabalhar. Mas nosso relacionamento sempre foi muito bom.
Chat FI: Você acha que jogar fora de Caieras tem atrapalhado o Força?
RP: Se a gente pegar as estatísticas não. Dos três jogos que fizemos fora de casa, vencemos os três. Gosto de jogar em Caieiras, mas tem sido bom jogar no Flamenguinho.
Chat FI: Porque os times hoje não dão valor nos seus jogadores da base do juniores?
RP: Eu acho que dão valor sim. O futebol a cada que passa, o crivo fica mais difícil. No meu caso, quando comecei a jogar, ganhei moral. E hoje e da onde sai o patrimônio do clube.
Chat FI: A diretoria do Força dá muito respaldo para seu trabalho?
RP: Total. A diretoria tem sido a grande responsável pelo nosso conforto. Foi quem fez subir o time no ano passado, com bons hotéis, ônibus, salários em dia, e quando da uma premiação extra. A diretoria esta 100% do nosso lado.
Chat FI: No ano passado, o que faltou para o time conquistar o título?
RP: Na verdade faltou um gol. Pois esse um gol não nos deixou chegar a final. Mas nosso objetivo era conquistar o acesso. Então não faltou nada.
Chat FI: Você acha que o Rafael Pelé faz falta para o time?
RP: Com certeza. Como artilheiro, ele já estava entrosado. Mas como pessoa, faz mais falta ainda. Uma pessoa muito alegre, um cara que a gente gostava de conviver.
Chat FI: O Força vai conseguir chegar até a Copa FPF?
RP: Se queremos o acesso, com certeza vamos chegar à Copa FPF.
Chat FI: Tem vontade de voltar a trabalhar no Fluminense, agora como treinador?
RP: Sinceramente não. Eu acho que Fluminense é coisa mais para frente. Tem que esperar um pouco, para quando for, ser definitivo. Pela tradição, tenho que chegar lá com mais bagagem. O momento não e esse, mas uma hora vai chegar.
Chat FI: Ricardo Pinto, conte como foi sua passagem pelo Corinthians. Eu era menino na época e acompanhava bastante o time. Você foi reserva do Ronaldo, mas nas vezes que entrou sempre deu conta do recado. Era conhecido como reserva de luxo. E ainda foi campeão paulista e da Copa do Brasil. Fale sobre isso.
RP: Foi uma época maravilhosa. O Corinthians e o melhor time para se jogar no Brasil. Eu tenho o Corinthians no meu coração. Apesar de ter jogado poucas vezes, como no Corinthians tudo tem dimensão maior, essas vezes marcaram demais minha vida. E ainda sendo reserva do Ronaldo, que e amigo meu até hoje, se tornou ainda mais maravilhoso. Foi uma época de ouro. Convivi com pessoas magníficas. Foi muito importante passar pelo Corinthians.
Chat FI: Como foi ter o Leão como técnico no Atlético-PR, em 95? Aprendeu muito?
RP: Aprendi muito. O Leão a primeira coisa que ele passa e que quer tudo do bom e do melhor com o jogador dele. E sempre foi um cara moderno. Ele sempre teve muita importância para nos. Apesar de falarem muito dele, é muito competente.
Chat FI: Professor, você não se arrependeu de trocar o Força com a diretoria te dando um ótimo respaldo pelo modesto Uberaba?
RP: Não, não me arrependo não. Eu normalmente me arrependo das coisas que eu não faço. Foi bom para os dois lados. Tanto para mim como para o Força. É igual casa. Depois da briga, volta ainda melhor.
Chat FI: Na sua opinião, é mais fácil ser jogador ou treinador?
RP: Mais fácil é ser jogador, mas hoje prefiro ser treinador, me sinto mais realizado. Hoje é um trabalho mais completo.
Chat FI: Na quarta-feira, seu time enfrenta o Linense, líder e invicto. O que você me fala do time do Vilson Tadei?
RP: Bom, é um belo time, não é à toa que é líder e disparado. Mas até hoje, o que eu vi e um equilíbrio muito grande. Qualquer detalhe fará a diferença.
Chat FI: Em quem você se espelha ou se espelhou para ser treinador?
RP: Eu tentei, durante a minha carreira de jogar, absorver o máximo de conhecimento, não só da parte técnica, como convivência. Tenho muita coisa do Geninho, seu Pepe, Valdir Espinosa, Parreira.
Chat FI: Ricardo, você se recorda de ter tomado algum frango? Como é o dia seguinte?
RP: Eu tomei um gol, foi lá em Campos. Pelo Fluminense, o campo era muito ruim. Eu estava com o joelho ralado e não apoiei para pegar a bola, e ela passou por baixo. Já dá medo de ver na televisão. O dia seguinte, com toda certeza, é pior do que na hora.
Chat FI: Me fale um pouco sobre aquela partida entre Fluminense e Atlético-PR no Campeonato Brasileiro de 1996. Se não me falha a memória, você era goleiro do Furacão e teve uma enorme confusão nas laranjeiras, pois o Tricolor estava quase caindo pra Segunda Divisão, algo que aconteceu no final do campeonato. Como foi a sensação e o receio de acontecer algo grave naquele dia.
RP: Bom, o dia foi no dia 10 de novembro de 1996. O jogo foi nas Laranjeiras, às 16 horas. Durante o jogo estava um clima muito tenso. Apos o jogo, houve confusão, a torcida invadiu o campo. Fui tentar tirar o Ivan, e quando eu virei à torcida já estava toda em campo. Um cara pegou um pau da bandeira e deu na minha cabeça. Tive até traumatismo craniano. Fiquei uma semana no hospital. Depois de dois meses voltei a jogar futebol, mas não tinha mais vontade em continuar jogando.
Chat FI: Quem é seu ídolo debaixo das traves?
RP: Eu sempre gostei muito de dois: Paulo Vitor e Raul Plasman. Foram dois goleiros que marcaram muito.
Chat FI: Como avalia seu desempenho como técnico no Força?
RP: O Força me deu uma grande oportunidade. É um clube muito especial. A afetividade é muito presente. Tem sonhos como eu e me da todas as condições de ser o treinador que eu planejei ter.
Chat FI: Quem é o melhor goleiro brasileiro hoje em dia?
RP: Eu gosto muito do Diego Cavalieri. Gosto muito também do Fábio, do Cruzeiro. E, no Rio, gosto muito desse menino do Flamengo, o Bruno.
Chat FI: Por causa da violência nos gramados, você abandonou a carreira?
RP: Na verdade eu abandonei o futebol, pois estava montando uma escolhinha de futebol em Curitiba. Em 99, tive a oportunidade de jogar no Joinville, onde terminei, mas resolvi que queria seguir com a minha escolhinha.
Chat FI: O que você acha que um bom goleiro deve ter?
RP: Tem que ter um conjunto de coisas. Uma boa estatura, envergadura, liderança, tem que ter uma cabeça bem aberta para poder aprender a cada dia, boa concentração, reposição de bola, paciência e força para trabalhar. O problema do goleiro é o treinamento. O jogo em si é divertido.
Chat FI: O Força tem condições de conseguir o acesso? Como esta a disputa na A3?
RP: A disputa ta muito igual. Competitiva, muita gente com condição. O nível está muito bom. A arbitragem também está muito boa.
Chat FI: Qual seu sentimento em relação ao Corinthians?
RP: Meu sentimento com o Corinthians se renova a cada dia. Tenho um carinho especial. É o maior clube do Brasil. A gente ter feito parte dessa história, nos da muita alegria.
Chat FI: Se você não tivesse saído do Força e ido para o Uberaba, acha que o Força poderia estar entre os primeiros?
RP: É difícil dizer. A gente tem que ser sincero. Eles tiveram que se adaptar ao trabalho do Mano e vice e versa. Eu vi o jogo contra o Flamengo e percebi que o pessoal ainda estava tentando se encontrar. O que faltou para o Mano foi o tempo. Nós, eu e os jogadores, temos uma afinidade muito grande. Existe uma satisfação muito grande de ambas as partes.
Chat FI: Quem você acha que ganha o Paulistão esse ano?
RP: Palmeiras .
Chat FI: Ricardo, o que você acha dos uniformes de goleiro atuais? São bonitos? Esse festival de cores e desenhos te agrada? No seu tempo, era assim?
RP: Me agrada. Eu só não gosto muito das camisas de manga curta. O goleiro é o cara mais bem vestido em campo, tem que ter a melhor postura. Eu gosto de cores diferentes. Não gosto muito do amarelo muito vivo, do verde limão, mas no geral esta bacana.
Chat FI: Algum jogo no Corinthians ficou marcado em sua memória?
RP: Ficou. Um jogo em Bragança Paulista, em 1995. Ganhamos de 1 a 0. Precisávamos da vitória. E esse jogo fui muito bem, inclusive ganhei alguns prêmios.
Chat FI: Caro Ricardo, estou aqui em Curitiba, não ficou uma frustração de você não ter atuado no Coritiba o time de maior torcida aqui, admiramos a pessoa que você é e muito sucesso.
RP: Frustração não. Na verdade existe uma certa rivalidade entre Atlético e Coritiba. Um é a causa do outro. Tenho respeito tremendo pelo Coxa, tenho grandes amigos lá.
Chat FI: Em que jogo você levou seis gols? Que jogo ficou marcado em sua carreira?
RP: O jogo que levei seis gols foi pela Copa do Brasil. Estava no Atlético e foi contra o Corinthians. Ganhamos de 2 a 1 em São Paulo e na volta perdemos por 6 a 1 no Pinheirão. Esse jogo foi uma grande tristeza para mim. O jogo mais marcante, pois foi o primeiro grande título que tive, foi o terceiro jogo da final do Campeonato Paraguaio, pelo Cerro Porteño, em 1992.
Chat FI: Como parar o artilheiro da A3, o Fausto?
RP: Marcação e inventar outras coisas para ele fazer, fora fazer gols.
Chat FI: Grande Ricardo, sou Corintiano e Linense, Pergunto: Qual q expectativa de enfrentar o Linense aí na casa de vocês e como esta o Força?
RP: O Força está muito bem, melhorando e crescendo. Contra o Linense, queremos confirmar essa nossa boa fase. E é bom que a gente vai ter um parâmetro para nós, pois a campanha do Linense está maravilhosa.





































































































































