Paulista quer elite como presente no centenário

Jundiaí, SP, 06 (AFI) – Antes de o Campeonato Paulista da Série A1 começar, a diretoria do Paulista sabia que o time que estava em formação e não tinha condições de brigar por uma vaga às semifinais da competição. A maioria dos reforços pedido pelo então treinador da equipe, Marcus Vinícius, não foram contratado. Isso, inclusive, gerou polêmica em Jayme Cintra, pois o técnico reclamava que não fora atendido e os dirigentes retrucavam dizendo que na lista de reforços só tinha jogadores fora da realidade financeira do clube e a diretoria tinha como meta inicial chegar entre os dez primeiros colocados.

Isso não será possível nem se o Galo vencer o Bragantino hoje, às 16 horas, no Estádio Dr. Jayme Cintra, em Jundiaí. O jornalista Marcel Capretz procurou o presidente do Paulista, Eduardo Palhares, para comentar a campanha do clube. Palhares aproveitou, também, para fazer projeções para o Brasileiro da Série C, que começa apenas em julho, e comemorar o fato de que no ano que vem, quando o Galo completa cem anos, o time disputará pelo menos a primeira divisão do futebol de São Paulo.

Como você avalia a participação do Paulista no Campeonato Estadual?
Poderia ter sido melhor. Ficamos muito preocupados com o começo do time na competição. Em cinco jogos, somar apenas três pontos é complicado. Não conseguíamos acertar uma forma de jogar e foi necessária a troca de comando. O Giba veio e concertou a equipe, fez algumas mudanças táticas pontuais e conseguimos dar uma reagida. Porém, na reta final, o time voltou a se desconcentrar e tivemos que brigar contra o rebaixamento.

A chegada do Giba foi fundamental para o time reagir?
Com certeza. Credito ao Giba a melhora do Paulista no campeonato. Ele chegou e deu outra cara a equipe praticamente com os mesmos jogadores. O discurso e o conhecimento tático dele foram muito úteis.

A forma com que o Paulista perdeu os jogos para Juventus e Ituano irritaram muito o torcedor. Irritaram, também, o presidente?
Não digo que irritaram. Mas claro que não gostei dessas derrotas. Tínhamos condições e time para vencer esses adversários e não o fizemos. O time falhou muito individual e coletivamente. Foram essas duas partidas que fizeram com que o Paulista ficasse fora da briga do Campeonato do Interior.

No final das contas, estar livre do rebaixamento já foi uma conquista?
Acabou sendo o mínimo que podíamos conseguir. Você não sabe o quanto seria trágico dois rebaixamentos seguidos para a história do clube. E vinhamos em uma decrescente pelo fato de termos sido rebaixados para a Série C do Campeonato Brasileiro e agora pelo menos em 2009, ano do nosso centenário, estaremos na Série A-1 do Campeonato Paulista.

O Campeonato Brasileiro da Série C começa só em julho. O que o Paulista vai fazer com os jogadores que tem contrato até o final do ano?
Inicialmente daremos alguns dias de férias a partir de amanhã. Mas temos que honrar nossos compromissos e vamos pagar todos os salários mesmo com a inatividade do time. Não teremos receitas, mas sabíamos desse período sem jogos desde quando fomos rebaixados no ano passado. Está dentro do nosso orçamento. Ainda bem que hoje temos um parceiro que nos dá todo esse suporte.

O Paulista terá patrocinadores de camisa no segundo semestre que vão ajudar a custear as despesas do futebol. Já tem algum contrato fechado?
Não. Estamos apenas na fase inicial de prospecção de algumas empresas que poderão patrocinar a nossa camisa. Mas não tem nada certo.