Coluna Ora, Pois! - As tendências do futebol moderno

Se efectuarmos uma análise cuidada às equipas de topo do futebol europeu constatamos que o sistema de jogo preferencial passa pelo 4-3-3 para os compromissos internos e a preferência para o 4-4-2 para a Liga dos Campeões.

Podemos justificar a preferência de um modelo mais ofensivo nas provas nacionais pela superioridade dos valores individuais e colectivos bem espelhado da enorme diferença pontual nos diversos campeonatos europeus.

Já na Liga dos Campeões se privilegia o processo defensivo e a respectiva ocupação da zona do meio campo, através de uma ocupação de espaços que visa sobretudo impedir o adversário de construir lances que coloquem em perigo a baliza.

Desta forma, torna-se evidente que a preocupação comum a todos os treinadores passa por garantir, em primeiro estância, a consistência defensiva através de um bom posicionamento defensivo, assente numa marcação zonal / zonal mista e, ultimamente a zona pressionante..

É comum observar uma equipa que na sua liga nacional apresenta um modelo de jogo que tem como método dominante o processo ofensivo através de movimentações da sua linha avançada com o apoio dos médios, que em movimentos de ruptura surgem na área em condições de finalizar, mudar o seu comportamento em campo como consequência na alternância dos princípios de jogo adoptado.

Exemplo claro desta diferenciação de abordagem e estratégia adoptada foi a forma como o Manchester United ( M.U.) se apresentou em Roma para a 1ª eliminatória dos quartos de final da Liga dos Campeões.

Para quem esperava um vendaval ofensivo e domínio do jogo que caracteriza o futebol do M.U. na liga inglesa, assistiu a uma estratégia que visava não o domínio mas sim o controle do jogo, baixando as linhas fazendo com que o meio campo e a defesa funcionassem como um bloco defensivo coeso, impediu a Roma de ter lances de perigo na 1ª parte do jogo.

Para manter a superioridade numérica na zona intermédia incumbiu Park e Rooney com a tarefa de apoiar os seus defesas laterais, tendo sido habitual a presença dos dois junto da sua linha defensiva na tarefa de recuperar a bola.

Em posse privilegiou o lance longo proveniente da sua zona defensiva queimando etapas (em lugar de um jogo mais elaborado com várias troca de bola ) para assegurar o contra ataque e o ataque rápido, explorando a velocidade explosiva que caracteriza Cristiano Ronaldo.

Abraço Lusitano
Victor Calça Pereira