Luxa elogia São Paulo, mas não poupa erros dos árbitros
São Paulo, SP, 13 (AFI) – Como esperado, e com desta vez com razão, o técnico Vanderlei Luxemburgo, do Palmeiras, disparou a sua metralhadora com os “homens de preto” que atrapalharam seu time nesta primeira semifinal. Mas o resultado por 2 a 1, que derrubou a invencibilidade de 14 jogos (12 pelo Paulistão e duas pela Copa do Brasil) dos palmeirenses, ainda dá chance do time reverter a situação no Palestra Itália, domingo, dia 20, no jogo de volta.
”Nós dependemos de nós mesmos. Mas agora perdemos uma vantagem que tínhamos pela melhor campanha”, definiu Luxa. Ele também não seria ingênuo de tirar os méritos do adversário.
”O São Paulo jogou bem e mereceu vencer. Mas os erros da arbitragem foram gritantes”, completou. E sobre uma eventual falha na marcação sobre Adriano, o técnico também preferiu os elogios ao adversário.
”O Adriano tem muitas virtudes e vive um grande momento. Eu não posso criticar o Gustavo ou o Pierre pelos gols que sofremos”.
Ele rechaçou também a crítica de que seu time estava inferiorizado fisicamente:
“Não foi nada disso. O São Paulo esteve melhor estrategicamente, porque recuou, marcou bem e saiu rápido nos contra-ataques. Mas isso não tem ligação com a parte física”.
Mesma tecla
Mas Luxemburgo voltou a fazer críticas “à postura do Coronel Marinho”, que comanda a arbitragem paulista. E citou alguns lances vistos no gramado do Morumbi.
”Ele estava dentro do campo e quando saiu o gol ficou olhando para os árbitros e depois me olhou para ver qual seria a minha reação. É uma atitude inibitória, mesmo porque ele poderia ficar na arquibancada ou até na casa dele, mas não aqui dentro”, lembrou Luxemburgo.
O técnico também citou um membro do Tribunal de Justiça da Federação paulista que é diretor do São Paulo e que estava recebendo as equipes no Morumbi. E ficou com uma pulga atrás da orelha.
“Como pode isso? Ele já me denunciou três vezes no Tribunal e agora vem aqui receber o Palmeiras como diretor do São Paulo. Não é estranho? Claro, que é”.
Luxemburgo reconheceu que o gol de mão de Adriano mexeu com o panorama do jogo. “Tirou nossa concentração e deu tranqüilidade ao adversário”, concluiu.





































































































































