A3: Prefeito de Mogi das Cruzes descarta apoio ao futebol
Mogi das Cruzes, SP, 16 (AFI) – O prefeito de Mogi das Cruzes, Junji Abe (PSDB), mais uma vez descartou qualquer tipo de parceria ou convênio que envolva a Administração Municipal para tentar ajudar o União Mogi, clube de futebol mais tradicional da cidade. Segundo ele, a agremiação não pode receber nenhum tipo de colaboração financeira vinda do poder público por “estar inadimplente com o Município”.
Uma das alternativas utilizadas em outras cidades, como Piracicaba, um convênio entre o Serviço Municipal de Água e Esgoto (Semae) e o Esporte Clube XV de Novembro, foi descartada pelo chefe do Executivo mogiano.
O piracicabano interessado em ajudar o Nhô Quim pode pagar R$ 1 a mais em sua conta de água. O dinheiro arrecadado é entregue à Associação Amigos do XV, que repassa ao clube.
“A lei não permite. O Semae faz um recolhimento espontâneo de contribuintes para a Saúde Pública, através da ajuda que presta à Santa Casa. O Semae recolhe, em média, R$ 10 mil por mês e direciona tudo para a Santa Casa”, explicou Junji, durante evento de posse dos novos membros do Conselho Municipal de Esporte, na manhã desta terça-feira, em seu gabinete.
O chefe do Executivo também deixou claro que a falta de apoio ao alvi-rubro não é culpa da Prefeitura.
“Não vejo ninguém querendo ajudar financeiramente o União. A partir dos próprios unionistas. Não porque o presidente (o advogado Delmiro Goveia) não mereça confiabilidade. Ao contrário, o atual presidente é uma pessoa séria e de extrema credibilidade. O problema é a estrutura financeira totalmente debilitada”.
Outra medida implantada em determinadas cidades, um repasse mensal ao clube profissional via Liga Municipal de Futebol ou entidades sem fins lucrativos, como é feito com a endividada Francana, em Franca, também não será adotada em Mogi.
“As equipes de outras cidades não têm dívidas. Em qualquer entidade que tenha certidão negativada, direta ou indiretamente do Poder Público, não pode ser aplicado dinheiro”, disse.
O outro clube profissional da Cidade, o Mogi Ltda., sem dívidas com a Administração Municipal, também não recebe ajuda do poder público. Ao ser questionado sobre a falta de apoio ao time Azul – que, sem recursos, foi obrigado a pedir licença do Campeonato Paulista da Segunda Divisão -, o chefe do Executivo justificou.
“Talvez algum outro prefeito ajude. O prefeito Junji chegou em 2001 com o conceito de que tostão por tostão tirado da população, através de impostos, tem de ser devolvido para a população, dentro do estrito cumprimento do dever público, de interesse coletivo”.
O presidente unionista, Delmiro Goveia, evitou polemizar e lembrou apenas que “sempre existem meios para colaborar, basta querer”.
“Jamais quero que um governante faça uma administração irregular. Mas tudo bem. Já estamos pensando em uma possível ajuda do próximo prefeito”, concluiu Goveia.





































































































































