Spray, gás e cassetetes contra a "animada" torcida da Ponte
Guaratinguetá, SP, 19 (AFI) – Spray de pimenta, bombas de efeito moral e muitos cassetetes. Estas foram as armas usadas pelos policiais militares para combater um grupo de torcedores da Ponte Preta, neste sábado à noite, a partir dos 10 minutos do primeiro tempo. A revolta da torcida aconteceu porque a PM não abriu espaço para acomodar os campineiros, que estavam comprimidos em seu espaço dentro do estádio Dario Rodrigues Leite.
Segundo Boina, ex-presidente da Torcida Jovem, a confusão teve outra origem. Dois amigos se desentenderam e quando a turma do “deixa disso” acalmou a situação, a Polícia Militar chegou para prender os dois exaltados.
“Dai surgiu a confusão, porque ninguém iria ser preso”, explicou Boina.
Os policiais usaram os cassetetes e depois, com a chegada da Tropa de Choque, também usaram os escudos diante dos torcedores de mãos vazias. Os torcedores, revoltados, enfrentaram a polícia, inclusive, usando os ferros que separavam e delimitavam seus espaços. 
O gás de pimenta, devido o vento, se espalhou rapidamente, inclusive, para dentro do gramado. Vários repórteres que estavam atrás da meta defendida por Fábio sentiram os efeitos da intoxicação. Até mesmo os reservas reclamaram da intoxicação.
Apesar do confronto, o comandante do policiamento, capitão Acácio, procurou minimizar a confusão:
”É uma torcida muito animada e fica difícil acalmar os ânimos. Mas não houve nada grave”, concluiu.
No final do jogo, a PM deixou os torcedores da Ponte Preta no estádio até que a torcida local tivesse saído. Por isso mesmo, a saída foi lenta, porém, sem problemas. O combio, de ônibus e carros, foi escoltado até a Vida Dutra, então para percorrer os 250 quilômetros rumo a Campinas. Uma viagem festiva e inesquecível, além de histórica.





































































































































