Sérgio Guedes explica porque vê a Ponte Preta campeã

Guaratinguetá, SP, 19 (AFI) – Como a Ponte Preta encara a final do Paulistão contra o são Paulo ou Palmeiras? Dá para acreditar no título? Ela é favorita? Para o técnico Sérgio Guedes, tudo é possível e “o mais importante é que a gente reuniu méritos para decidir este título”.

”Não acho que posso dizer que ser vice-campeão é pouco para mim. Mas os grandes vitoriosos chegam porque são capazes de acreditar que tudo é possível. E no futebol acontecem certas situações, que a gente não espera”, afirmou Guedes com os olhos vermelhos, de choro mesmo.

O técnico acha que a Ponte entra na final como zebra, mas que pode derrubar os favoritos, no caso, São Paulo e Palmeiras.

”Todos devem querer um pouco mais. Mirar mais na frente”, disse Sérgio Guedes. Ele reconheceu que neste jogo, em Guará, o seu time “correu risco demais”.

“Sofremos um gol num contra-golpe, depois sofremos o pênalti e a expulsão. São circunstâncias que nos atrapalharam. Mas o time foi valente e soube buscar o resultado. Acho que hoje foi o resultado da superação, porque não fizemos um jogo altamente técnico. Mas a Ponte se preparou no momento oportuno e a classificação foi merecida”.

Adversário valorizou vitória
E valorizou o adversário, lembrando um dado estatístico: as três vitórias impostas pela Ponte sobre o Guará. Na fase inicial, por 3 a 0, lá, na semifinal, em Campinas, por 1 a 0, e agora na volta, por 2 a 1, de virada.

“O adversário também lutou bastante, mas são três vitórias e comprovam nossos méritos”, lembrou.

Sobre a disposição de seus jogadores, ele comentou.

“Esta é a satisfação que a gente tem. Porque quando assumi, os torcedores reclamavam da disposição dos jogadores. E passamos isso para os jogadores. Estou muito orgulhoso, mas chegou num momento em que precisamos de mais. O limite existe para ser superado”.

Sobre a grande atuação do goleiro Aranha, Sérgio, que fez parte da escola de goleiros do clube, elogiou o treinador de goleiros, Carlos, ex-seleção brasileira:

“A referência é o Carlos, que tenho certeza que, na maneira, dele, que é até tímido, transmite tudo aos nossos goleiros. É promissora esta escola, porque temos grandes goleiros nas categorias de base”.

Para fazer história
E a chance de jogar em Campinas, pela primeira vez?

“Acho que dentro do que aconteceu é justo jogarmos em Campinas, Porque a Ponte tem uma torcida apaixonada e um estádio compatível. Comentei com o Carlos que é inusitado, lembrando a final de 1977”.

Segundo Guedes, o espírito de garra e luta, é maior do que em outras finais, como de 1977 e 1981.

”É o que sinto. Esta é minha esperança de que poderemos ser campeões, mesmo respeitando nosso adversário, seja São Paulo ou Palmeiras”.