São Paulo registra BO, faz exame em Muricy e xinga Luxa

São Paulo, SP, 20 (AFI) – Um dos incidentes que marcaram o clássico semifinal entre Palmeiras e São Paulo, neste domingo à tarde, no Palestra Itália, foi o gás solto nos vestiários do visitante durante o intervalo. O mais atingido foi o técnico Muricy ramalho, um dos primeiro a entrar no local e a inalar o gás que, segundo a Polícia Militar, não se trata de gás de pimenta – usada por policiais em conflitos com torcedores.

A direção do São Paulo saiu do estádio determinada a fazer um Boletim de Ocorrência e levar seu técnico para exame de corpo e de delito, que vai provar os danos sofridos por ele.

Após o jogo, a direção são-paulina enviou um representante ao Jecrim (Juizado Criminal Especial) do Parque Antarctica para registrar um boletim de ocorrência pelo lançamento de um gás nos vestiários do clube do Morumbi no intervalo da partida. José Carlos dos Santos, gerente de futebol do São Paulo, foi ao Jecrim para oficializar a queixa do time, alegando que o gás seria de pimenta. Rapidamente, porém, o comandante da PM, o tenente-coronel Botelho disse que o gás seria genérico, que provoca dificuldade para respirar e uma forte irritação na garganta”.

Ironia das duas partes
O que mais irritou os dirigentes do São Paulo foram as insinuações do técnico Vanderlei Luxemburgo, ainda durante o intervalo, de que tudo poderia ter sido uma armação dos sãopaulinos para atirar a culpa nos palmeirenses.

Mas a resposta foi também insinuante da direção do São Paulo. Segundo o assessor da presidência, João Paulo de Jesus Lopes, “o São Paulo é íntegro e não teria nenhuma vantagem em jogar o gás contra si. Não foi o São Paulo que foi investigado em uma CPI. Nossa ficha é muito limpa”, afirmou, em referência ao fato de Luxemburgo ter sido no passado um dos alvos na CPI da Nike.

Os jogadores também reclamaram bastante. Não justificaram com isso a derrota e a eliminação no Campeonato Paulista, mas consideraram o fato muito varzeano.

carlinhos 0001 200“Isso é baixaria. Não se pode acontecer uma coisa dessas num clássico”, dizia o fisicultor Carlinhos Neves (foto), garantindo que seus jogadores foram prejudicados porque perderem a concentração no jogo. Ainda sentindo efeitos do “gás genérico”, Muricy Ramalho não participou da coletiva de imprensa, que ficou limitada a algumas poucas declarações dos jogadores no túnel de acesso aos vestiários. Lá mesmo os jogadores se trocaram, numa cena muito longe do profissionalismo que este jogo merecia.