A2:Presidente do União fica surpreso com posição do Botafogo

Araras, SP, 24 (AFI) – O presidente do União São João, José Mário Pavan, ficou surpreso com as declarações da diretoria do Botafogo em que são negadas quaisquer agressões ou hostilidades no Estádio Santa Cruz no último sábado.

“O comandante da Polícia Militar, responsável pela segurança do jogo, foi ao local em que estávamos e nos viu encharcados de cerveja, além de ter ouvido as ameaças. Não há como negar”, indignou-se o dirigente da Ararinha.

Segundo Pavan, a transmissão ao vivo dos acontecimentos pela Rádio Clube também representa outro indício incontestável.

“É possível escutar ao fundo o barulho das pessoas esmurrando as divisórias da cabine e os xingamentos. Isso foi transmitido ao vivo para toda a população de Araras. Está disponível para quem quiser”, disse. “O próprio locutor ficou tenso porque havia mulheres na cabine, e passou isso na transmissão”.

Sobre o ´clima de guerra´, Pavan concorda com a diretoria do Botafogo, que negou essa definição. “Realmente não houve isto em Ribeirão Preto, porque não revidamos e sequer comemoramos o nosso gol. Eu mesmo pedi aos policiais para que tudo fosse apaziguado, pois, com esta transmissão, os ouvintes ficariam revoltados”, disse afirmou.

“Porém, como as agressões não cessavam, nosso receio é sobre o que acontecerá em Araras”, completou.

O presidente do União contesta o suposto agradecimento de diretores do clube de Araras pela recepção. “Asseguro com total certeza que nenhum membro da delegação de Araras agradeceu ninguém do Botafogo”, reiterou Pavan.

“Não havia como, pois todos presenciaram a falta de respeito ocorrida e tudo que queríamos era sair do estádio e tomar um banho para tirar a seujeirada que nos foi atirado”, completou.

O locutor Marcial D´Sanctis, que teve que terminar a transmissão segurando a divisória da cabine em que se encontrava, para que não caísse sobre ele e sua assistente, reafirma todas as suas declarações.

“Realmente não provocamos ninguém. Estávamos tão somente narrando a partida, ao lado da cabine da diretoria, que não se pronunciou no gol, mas recebeu as agressões por que estavam ao nosso lado”, disse o locutor.

D´Sanctis ainda afirma não ter feito o Boletim de Ocorrência pois, após a chegada da Polícia Militar na cabine, solicitada pelo presidente José Mário Pavan, a situação voltou a ter certa normalidade.

“Também por respeito a alguns dirigentes do Botafogo, que sempre nos trataram com muito profissionalismo e cordialidade.Mas não posso negar que fomos hostilizados nesta partida”, finalizou.

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