Final do Paulistão: PM garante segurança total à Imprensa

Campinas, SP, 25 (AFI) – O tenente-coronel do 35.º Batalhão da Polícia Militar de Campinas, Israel Pilmon, responsável pelo esquema especial armado para a final da primeira partida final do Campeonato Paulista, entre Ponte Preta e Palmeiras, no Estádio Moisés Lucarelli, não tem dúvidas de que a segurança ao torcedor será total. Ele também garantiu segurança total à imprensa, dizendo que haverá sempre “um policial acompanhado cada repórter ou jornalista”.

A preocupação se deve ao incidente ocorrido na frente do Majestoso, quarta-feira, quando um veículo do Diário Lance! foi cercado e apedrejado por alguns torcedores, além de ameaças e do constrangimento vividos por seus profissionais. A Aceesp – Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo – emitiu, quinta-feira, uma nota de repúdio. (Confira nota da Aceesp!)

Experiência e esquema vão dar segurança total
Além da experiência dos policiais em eventos esportivos, ele cita como fator primordial o maior destacamento policial já visto na história da cidade: 640 homens de Campinas e mais 64 da capital.

”Desde 2002 não ocorrem acidentes graves, como tumultos e depredações, num evento esportivo. Além disso, estamos trabalhando na organização deste jogo há 15 dias, quando a Ponte Preta venceu o Guaratinguetá (1 a 0), aqui em Campinas nas semifinais e ficou no ar a possibilidade da final ser realizada na cidade”, explicou Pilmon.

Apoio das Organizadas
jovem 0001 130Na fase de preparação, a PM fez duas reuniões com as torcidas organizadas, tanto em Campinas (Torcida Jovem, Ponterror…) como em São Paulo (Uniformizada porque a Mancha Verde está proibida nos estádios).

“Pedimos a colaboração dos líderes destas torcidas”, afirmou Pilmon. O comandante também assegurou que o tempo de três horas – das 13 às 16 horas – destinado para a entrada dos torcedores é “maior do que o normal e suficiente para a manutenção da segurança (inclusive a revista)”.

Outro detalhe importante é que haverá o total isolamento entre as duas torcidas adversárias. O comboio vindo da capital será escoltado por 64 policiais da Cavalaria de São Paulo no trajeto da estrada – Rodovias Anhanguera e Bandeirantes – e que outros policias de Campinas, viaturas e batedores, reforçarão a segurança da entrada da cidade até o estádio.

A caravana, praticamente, vai andar numa avenida sozinha, sem nenhum tipo de contato. São esperados perto de 50 ônibus de palmeirenses, que ficaram com 2.600 ingressos, e estes vão descer bem perto do portão do estádio. Todo o esquema de segurança será mantido, segundo Pilmon, “até a cidade voltar à normalidade” e a previsão é de que isso aconteça por volta das 20 horas.