Diretor de Marketing da Ponte denomina a Final da Paz

Campinas, SP, 26 (AFI) – O diretor de Marketing da Ponte Preta, Uéselis do Amaral (na foto à direita), um dos dirigentes mais ativo no clube, não tem dúvida que está será a “final da paz”. Para Amaral será praticamente jogo de uma só torcida, porque os palmeirenses (2600) virão de São Paulo diretos para o local reservado, com escolta da Polícia Militar e sem contato nenhum coma torcida local.

JoacyrDrummondeU selisAmaral 200“Acho que nossa torcida está tão alegre que não vai se preocupar com brigas ou provocações”, explicou, lembrando ainda o esquema histórico de segurança armado pelo Comando da Polícia Militar.

O departamento de marketing tinha programado uma carreta para acompanhar o time no domingo, como já aconteceu em outros jogos, no trajeto da concentração até o estádio, mas resolveu cancelar o evento temendo um congestionamento.

“Este é um jogo diferente e não podemos correr riscos. Acho que a manifestação natural da torcida já será suficiente”, explicou Uéselis do Amaral.

Carreata pela manhã de domingo
Mas o torcedor ponte-pretano sempre acha uma solução. A saída encontrada pelos sócios da Unidade do Jardim Eulina foi organizar uma carreata, reforçada por um trio elétrico, pela manhã de domingo, a partir das 9h30. Os torcedores deixarão o CT, vão atravessar as principais ruas da cidade e vão fechar a festa no Majestoso.

caravana 0008 250Pela manhã de sábado, nas intermediações do Estádio Moisés Lucarelli, cerca de 200 apaixonados acompanharam de perto a saída dos jogadores para a concentração, após o treino da manhã. Diferente dos que muitos imaginavam, a delegação não seguiu para o Hotel Confort, no Alphaville, de ônibus.

Os atletas foram aos poucos, cada um no seu carro para dar a última passada em casa e se despedir da família. O último a sair foi o técnico Sérgio Guedes, que atendeu à imprensa até a hora do almoço.

Torcedores símbolos
A ausência notada é de Conceição (foto), de 69 anos, que sofreu um derrame cerebral no dia 23 de março. Na semana passada ela deixou o Hospital Celso Pierro, mas está proibida pelos médicos de deixar a casa de sua irmã. Com dificuldades para falar, ele vai ver o jogo pela televisão e garante que pediu a Deus um presente: “Pedi a ele para me deixar ver a Ponte Preta campeã antes de me levar”.

No sábado cedo, no pátio do Majestoso, onde seria realizado um churrasco, contava com torcedores-símbolos como Mineirinho – e seu inseparável mega-fone – e Nelson Pavioti, o Pavarotti, que colocou uma boneca no teto do seu Fusca verde-e-amarelo e com a imagem de “Fafá de Belém” trajada de Ponte Preta.