Especial: Novo Diretor de Futebol do Paulista explica planos
Jundiaí, SP, 27 (AFI) – Ele é tranquilo. Calmo. Sabe da responsabilidade que tem, mas não demonstra qualquer sinal de desespero ou se mostra incomodado com a pressão do momento. Essa é a descrição de como Marcos Biasoto, novo diretor de futebol do Paulista, se comportou durante os quase trinta minutos de entrevista que concedeu ao jornalista Marcel Capretz na última semana. Atencioso, não fugiu de nenhuma pergunta.
“Não tem porque ficar nervoso. Estamos trabalhando para que o Paulista faça um bom Campeonato Brasileiro da Série C”, disse. “O atendimento a imprensa, inclusive, tem que ser feito do melhor jeito possível. Não tem porque esconder nada nem dos jornalistas, muito menos dos torcedores. Para todos, para a cidade de Jundiaí, quanto melhor estiver o Paulista, melhor”, continuou.
Confira abaixo a entrevista de Marcos Biasoto.
Você chega para substituir o Moisés Cândido, que foi extremamente vitorioso no Paulista. Como você encara isso?
Da melhor maneira possível. Inclusive, quero deixar claro o excelente profissional que o Moisés é. Ele fazia duas funções no Paulista: a parte técnica e parte administrativa. Eu, por exemplo, não farei o lado burocrático que ele fazia muito bem. Terá que ser contratada uma pessoa para isso. Ficarei apenas com a parte técnica, integrando a categoria de base com o time profissional, fazendo a interligação do treinador com a direção. Tudo com base nas diretrizes da diretoria do Paulista e do Campus Pelé.
O João Paulo Medina (diretor-executivo do Campus Pelé) já declarou que gosta muito do seu trabalho. Como será trabalhar com ele, agora, diretamente cuidando do time profissional do Paulista?
Trabalhar com o Medina é uma das melhores coisas que tem. Ele conhece muito. Eu já vim no ano passado para coordenar as categorias de base do Paulista contando também com a participação dele.
O Medina terá uma participação mais direta a partir de agora no futebol profissional, contando também com a sua participação?
Bom, primeiramente já é público que nos primeiros 12 meses que a parceria estivesse no Paulista a fase seria de transição. Eles
estariam de perto, diagnosticando os problemas do clube, mas pouca coisa seria mudada efetivamente. O que foi alterada é a estrutura, as condições de trabalho, a logística, enfim, matérias que não aparecem para o torcedor. Esse período já passou. Agora, o Medina e todos do Campus Pelé terão funções mais decisivas na própria condução do time profissional. Não que a diretoria do Paulista vai se afastar. Eles terão o mesmo peso em todas as decisões. Porém, tudo feito em conjunto.
Para a disputa do Campeonato Brasileiro da Série C, o Paulista terá um orçamento menor do que o que foi destinado para o Campeonato Estadual. Isso te preocupa?
De maneira nenhuma. Temos que considerar que a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) não banca nenhuma viagem na terceira divisão. Ou seja, vamos incluir no orçamento todas as passagens, hotéis e translados. E vai ter, claro, a parte destinada ao time profissional. Só que se o Paulista terá esse problema, todos os outros times também terão. Se nós teremos poucas receitas, as outras equipes vão estar na mesma situação. Por isso é que não podemos reclamar e sim trabalhar.
A CBF já anunciou que em 2009 haverá uma Série D e que 44 times que disputarem a Série C neste ano serão “rebaixadas”. A pressão por um bom campeonato neste ano aumenta?
Aumenta, na medida que mais da metade dos times que vão disputar a competição vão cair. Temos que fazer um planejamento neste sentido, também. Um erro neste ano, pode significar uma perda muito expressiva para o clube. É aí que entra o planejamento e as ações pensadas para se errar o menos possível.
Você trabalhava na base e foi convidado para ser técnico do profissional do Paulista no começo dos anos 2000 e não aceitou. Você se arrepende?
Não. Quando fui convidado eu tinha 30 anos. Eu não me achava suficientemente maduro para ser treinador de um time profissional; não tinha a experiência necessária. Eu fui auxiliar do Zetti aqui mesmo no Paulista e fomos vice-campeões estaduais em 2004. Eu era treinador do time júnior um ano antes e passei a ele toda a situação de jogadores como Amaral,Cristian, Bracali, Danilo, que foram decisivos para o Galo. Depois, segui com o Zetti para o Fortaleza, subimos para a Série A do Campeonato Brasileiro e fui para o Atlético-PR trabalhar na base. Hoje, me sinto muito preparado para ser diretor de futebol do Paulista.
O que o torcedor jundiaiense pode esperar do Paulista a partir de agora?
Pode esperar muito trabalho. Desde os 12 anos eu estou no Paulista. Nasci em Jundiaí, tenho muito carinho por esse clube. E vamos também formar um time que tenha essa identidade com o Galo. Vamos trabalhar firme para que o Paulista volte a Série B e que em 2010 esteja na Série A do Campeonato Brasileiro.





































































































































