MG: Desculpas de um lado, excesso de precaução do outro

Belo Horizonte, MG, 27 (AFI) – Ninguém esperava, mas o Cruzeiro enfiou impiedosos 5 a 0 no rival Atlético-MG na primeira partida da final do Campeonato Mineiro. Após o jogo, desculpas do lado alvinegro e excesso de precaução do lado cruzeirense.

“Não é muito fácil você explicar um placar tão dilatado em um clássico, ainda mais no primeiro jogo que decide o título. Tínhamos um volume, mas não conseguimos converter as oportunidades. O time mudou devido aos dois primeiros gols e, a partir daí, foi uma sucessão de erros”, disse o técnico do Galo, Geninho, que mesmo goleado, não caiu.

Do lado alviceleste, o técnico Adilson Batista manteve os pés no chão, o discurso padrão e exagerou na hora de não entrar no clima de oba-oba. A Raposa só perde o título se tomar um goleada por seis gols de diferença.

“Eu mesmo já vivi esse tipo de situação. Fizemos 5 a 0 no Palmeiras, e no Parque Antártica, perdemos por 5 a 1, quase saímos. Temos que estar sempre espertos”, disse o treinador.

Que sapatada!
A goleada deste domingo no Mineirão foi a maior do estádio até aqui. Antes deste domingo, o placar mais elástico a favor do Cruzeiro no clássico era o de 5 a 1, na goleada aplicada em 4 de abril de 1999, pela final da Copa dos Campeões Mineiros. Do lado do Atlético, as maiores goleadas foram por 4 a 0, em 1963 e no ano passado.