Opinião Éder Henrique: Nhô Quim, o aluno indisciplinado!
Piracicaba, SP, 28 (AFI) – O XV de Piracicaba não mostrou competência durante toda a Série A3 do Campeonato Paulista e morreu na praia. Como um aluno indisciplinado, pensou em tirar nota somente nos últimos meses do ano letivo e foi reprovado.
Somente após a chegada do técnico Zé Humberto – e posteriormente com Edison Só – o time piracicabano começou a desempenhar um bom futebol. Entretanto, de nada adianta perder pontos importantes nas primeiras rodadas e ser irregular na seqüência do torneio. Time que quer ascender tem que no mínimo mostrar uns 70% de aproveitamento no torneio, o que não aconteceu pelos lados do Barão de Serra Negra.
Como saldo, acredito que não fica absolutamente nada, a não ser a lição de 2008.
O planejamento, palavrinha que faltou na atual temporada, deve estar presente já na montagem do elenco para 2009, segundo o diretor de futebol do alvinegro, Edson Favarin. Alento para o torcedor.
Em declaração ao repórter Rodolfo Morsoletto, da Rádio Difusora, logo após o jogo contra o Oeste, o comandante deixou claro que tem interesse em disputar a Copa FPF e montar o time de 2009 a partir de setembro.
Já fico feliz pela idéia em planejar a competição do ano que vem o mais cedo possível.
É como diz aquele ditado novinho “Água mole, pedra dura, tanto bate até que fura”. Este conceito pouco a pouco está entrando na mente dos dirigentes do interior. Aleluia!
Adílson Maluf, atual presidente, deve deixar o seu cargo ao final do ano. Mas, já na próxima semana, após uma reunião entre a cúpula quinzista, tudo pode mudar.
Não se assustem torcedores, se Maluf deixar o clube e o Conselho Deliberativo, na pessoa do presidente Jonas Tadeu Parisotto, assumir as rédeas no XV de Novembro.
Aí, em 60 dias, novas eleições devem ser convocadas.
Para os que fazem oposição, trata-se de um prato cheio para, enfim, colocar a sua idéia e seu modo de gerir um clube quase que centenário. Quero ver se os que criticam, os que batem duramente na atual diretoria, serão capazes de mostrar o seu valor.
Não tenho a pretensão de defender ninguém, e jamais faria isso. Como militante na imprensa, aprendi que a lisura e imparcialidade devem estar presentes na atividade jornalística.
Torcedores, não esperem milagres. Fórmulas mirabolantes não existem.
Estar no comando de um clube no interior paulista faz com que a pessoa disponha de tempo, paciência, dinheiro e competência. Na atual situação, encontrar um ser humano que tenha estes quatro quesitos colocados é difícil. Seria um dirigente perfeito. Se na capital praticamente inexiste, o que dizer no interior do Estado?
Chegou a hora! Quem quiser que levante a mão. Mostre “aquilo” roxo e mostre a competência em dar a volta por cima.
Ou então, fiquem quietos, com medo da tarefa e deixem os que estão no comando trabalharem em paz. Aplaudam os que no mínimo, deixam a cara para bater e desempenham a sua função.





































































































































