Ponte tentou, mas não deu! As atuações da grande final
São Paulo, SP, 4 (AFI) – A Ponte Preta entrou no gramado do Palestra Itália, neste domingo, precisando vencer o Palmeiras por dois gols de diferença para sagrar-se campeã Paulista de 2008. A necessidade levou o time campineiro a pressionar o Verdão no início. A pressão fez muitos acreditarem que seria possível um milagre. Nos contra-ataques, porém, os comandados de Vanderlei Luxemburgo mataram as esperanças alvinegras.
Com gols de Ricardo Conceição, contra, e Alex Mineiro, ambos de cabeça, na primeira etapa, e Valdivia e Alex Mineiro, duas vezes, no segundo tempo, o Palmeiras confirmou o favoritismo e voltou a conquistar um Campeonato Paulista, após 12 anos de jejum. A última vez tinha sido no longínquo ano de 1996, com Luxa no comando.
Confira as atuações de Palmeiras 5 x 0 Ponte Preta
Palmeiras: 7 – Não fez uma partida brilhante. Jogou com o regulamento debaixo do braço e achou dois gols em lances de bola parada. O maior mérito foi da criticada defesa, após a derrota para o Sport, por 4 a 1, no meio da semana. Henrique e Gustavo anularam os atacantes da Ponte Preta. O ataque, o melhor do Paulistão, com 45 gols, desencantou a partir dos 28 minutos do segundo tempo.
Marcos: 8 – Provou que é um goleiro que cresce no momento decisivo. Fez duas defesas espetaculares, uma em cada tempo. Logo no início da etapa inicial, mostrou reflexo ao salvar com o pé um chute de Luis Ricardo que desviou em Henrique. No segundo tempo, foi buscar no ângulo um chute de Vicente que tinha endereço certo: o gol. É o maior ídolo da atualidade do clube.
Diego Cavalieri: 6 – Entrou para fazer parte da festa e, na única vez que foi requisitado, deu conta do recado. Defendeu bem um chute de Luis Ricardo.
Elder Granja: 7 – Eficiente na marcação, mostrou competência no ataque. No segundo gol, cruzou na cabeça de Alex Mineiro.
Henrique: 7 – Atuação segura e discreta. Bem posicionado, não precisou correr atrás dos atacantes pontepretanos. Diferentemente de quarta-feira, não perdeu uma pelo alto.
Gustavo: 6 – Não teve destaque, mas também não decepcionou. Ficou mais na cobertura.
Leandro: 6 – Explorou bem as costas de Eduardo Arroz, que se mandou para o ataque desde o início do jogo. As principais jogadas ofensivas saíram pela esquerda.
Pierre: 7 – O leão de sempre. Severo na marcação, mostra a raça que toda a torcida deseja ver em um jogador. Não bastasse isso, ainda salvou um gol em cima da linha de Renato, meia da Ponte.
Martinez: 7 – Deu o toque de qualidade que faltou ao meio-campo do Palmeiras. Mostrando um fôlego invejável, apareceu no ataque, no final da etapa final, para tocar a bola para Alex Mineiro marcar o quarto gol da vitória.
Diegou Souza: 5 – Apagado, se envolveu em uma confusão desnecessária com o volante Deda, quando o jogo já estava 5 a 0, e acabou expulso.
Valdívia: 8 – Apagado no primeiro tempo, mostrou sua cara no segundo tempo. Fez um golaço e ainda deu um lindo passe para Martinez só rolar para Alex Mineiro fazer o quarto. Apesar disso, ainda falta muito para ser chamado de craque.
Alex Mineiro: 10 – Apareceu no momento certo. Não sentiu a pressão de decidir um título paulista, muito menos de ser artilheiro do maior campeonato estadual do Brasil. Sofreu a falta que originou o primeiro gol do Verdão. No segundo tempo, com a Ponte lançada ao ataque, aproveitou os espaços, marcou três e assumiu a artilharia isolada, com 15 gols, três a mais que Kleber Pereira, do Santos.
Lenny: 5 – Entrou só para fazer firula, tanto que a única coisa que conseguiu foi um cartão amarelo por simular um pênalti.
Kléber: 5 – Não tão produtivo como no primeiro jogo, tentou humilhar a Ponte com toques de lados e provocações.
Denílson: 6 – Não fez nada, além de provocar os pontepretanos. Não é mais aquele Denílson envolvente e insinuante dos tempos do São Paulo.
Vanderlei Luxemburgo: 7 – Muitos achavam que o Palmeiras ia desandar após a derrota para o Sport, mas Luxa mostrou pulso firme e manteve o elenco focado no Paulistão. Não se surpreendeu com as surpresas da Ponte. Pecou no final, quando, para variar, deixou o gramado antes do fim, chamando a atenção de todos.
Ponte Preta: 6 – Tentou com entusiasmo no começo do jogo, mas sucumbiu à fragilidade de sua defesa e à melhor qualidade técnica do Palmeiras. No segundo tempo, foi para o tudo ou nada e ficou com o nada: levou três gols seguidos, mas saiu de campo com a certeza de que fez uma campanha digna das tradições da Macaca. Entra forte para a Série B.
Aranha: 5 – Não teve culpa nos gols, mas não repetiu os milagres que fez contra o Guaratinguetá.
Eduardo Arroz: 5 – Foi presente no ataque, como em toda a competição, mas deixou um corredor às suas costas. O espaço foi bem aproveitado pelos meias e atacantes do palmeirenses.
César: 1 – Sem nenhuma condição de jogo, o zagueiro afundou o sistema defensivo da Macaca. Lento, não acertou nenhum bote. Recebeu o cartão amarelo logo no começo, mas mesmo assim não deixou de entrar duro. É o capitão da Macaca e, no final, levantou a taça.
João Paulo: 5 – Diante a atuação de César, não teve o que fazer, mas ganhou algumas divididas e mostrou qualidade na saída de bola.
Vicente: 7 – Se soltou no segundo tempo e foi o jogador que mais levou perigo ao gol de Marcos. Cobrou uma falta no travessão e acertou um belo chute de fora da área, defendido de forma milagrosa por Marcos.
Deda – 5: Duro na marcação, foi mal quando, mais uma vez, atuou como terceiro zagueiro. Mas fez um belo campeonato.
Ricardo Conceição: 6 – Não repetiu a mesma atuação que teve em Campinas, quando anulou Valdivia.
Elias: 5 – Não estava 100% e por isso teve seu desempenho prejudicado. Mesmo assim, tentou chamar o jogo.
Giuliano: 4 – Nulo em campo, não produziu nada.
Renato: 5 – Chamou o jogo no início da partida, mas esteve mal nas bolas paradas e cruzamentos. Cansou na etapa final.
Luis Ricardo: 6 – Foi, mais uma vez, o atacante que mais buscou o gol, porém, parou na defesa palmeirense.
Leandro: 3 – Escalado para aumentar o poderio aéreo da Macaca, jogou mais fora do que dentro da aérea. Logo, não teve papel nenhum.
Wanderley: 2 – Recebeu algumas bolas com possibilidade de finalizar, mas quis fazer graça na hora de bater.
Sérgio Guedes: 5 – Arriscou com Elias e César. Como precisava vencer por dois gols de diferença, se lançou ao ataque, em um risco calculado. Depois, tentou aumentar a ofensividade da equipe, mas viu o Palmeiras golear.
Árbitro: Cléber Wellington Abade: 7 – Muito se falou sobre Abade, mas ele provou que pode ter uma boa atuação, quando quer. Foi bem nos cartões e, rígido, controlou a partida. Errou em dois lances: não marcou um pé alto do lateral-esquerdo Leandro em Renato, dentro da aérea palmeirense, além de não marcar impedimento de Martinez no quarto gol.





































































































































