Cruzeiro 1 x 2 Boca Juniors-ARG - Hermanos avançam de novo!
Belo Horizonte, MG, 07 (AFI) – Empurrado por mais de 60 mil torcedores no Mineirão, o Cruzeiro lutou, criou chances, teve o domínio do jogo a maior parte do tempo, mas acabou derrotado pelo Boca Juniors-ARG por 2 a 1 na noite desta quarta-feira e deu adeus à Libertadores da América. No primeiro jogo, em La Bombonera, os hermanos já haviam vencido, também por 2 a 1.
Atual campeão, o Boca mostrou, mais uma vez, porque é o time mais temido da América do Sul. Para passar da primeira fase, o time precisou vencer na última rodada e se classificar no saldo de gols. Contudo, já aparece como um dos favoritos ao título, por conta de seu ótimo desempenho no mata-mata.
E o Boca já sabe o seu adversário nas quartas-de-final. Será o Atlas-MEX, que eliminou o Lanús-ARG. E os hermanos não terão o Estádio La Bombonera. Após os incidentes no primeiro jogo contra a Raposa, quando objetos atirados pela torcida atingiram o árbitro assistente, o estádio foi interditado.
Dá-lhe, dá-lhe Boca!
O embate entre dois gigantes do futebol sul-americano começou com o Cruzeiro em cima do adversário, na busca pela vitória que lhe daria a classificação. O Boca Juniors, por sua vez, dedicou-se a defender e a gastar o tempo quando tinha a posse de bola. O Cruzeiro manteve-se no campo de ataque na maior parte da primeira etapa, mas encontrou pela frente um sólido sistema defensivo que transformou a grande área em território proibido. Sem conseguir romper a linha de defesa Argentina, o time celeste só encontrou o caminho em jogadas de bola parada.
Aos 19 minutos, Wagner cobrou falta da intermediária e o atacante Marcelo Moreno resvalou de cabeça. Caranta espalmou a escanteio, mas a arbitragem apontou impedimento do zagueiro Thiago Heleno. Três minutos depois, em novo levantamento do camisa 10 em bola parada, Thiago Heleno cabeceou por cima do gol.
Mas, a partir dos 30, o Boca Juniors passou a encaixar contra-ataques. O primeiro chute a gol dos argentinos aconteceu aos 31, quando o lateral-esquerdo Monzón arrancou em velocidade, fez jogada pessoal e chutou para fora, longe do gol de Fábio. O Cruzeiro deu o troco com mais um cruzamento de Wagner pela esquerda. A bola passou por Marcelo Moreno e sobrou para Guilherme, que matou no peito e chutou fraco, sem perigo para Caranta.
Na terceira investida, o Boca abriu o placar. Em novo contra-ataque, Palácio recebeu na entrada da área e acertou o ângulo esquerdo de Fábio. Boca 1 x 0, aos 36 minutos. O Cruzeiro se perdeu após o gol, mas por pouco não empatou. Wagner levantou a bola na área e Marcelo Moreno emendou de primeira, à direita do gol de Caranta.
Antes do fim da primeira etapa, o Boca ampliou e deixou a situação muito muito difícil para o Cruzeiro. Após cobrança de escanteio, a bola sobrou para Monzón na esquerda e ele lançou a bola na área. Palermo subiu mais que o zagueiro Espinoza e cabeceou no canto direito de Fábio. Com 2 x 0 contra, o Cruzeiro precisava de quatro gols no segundo tempo.
Pressão inútil
O Cruzeiro voltou com o meia Marcinho no lugar de Guilherme e muita disposição para tentar mudar o resultado. Logo aos 6, Marcelo Moreno recebeu cruzamento de Jonathan e cabeceou desequilibrado, para fora. O gol celeste saiu aos 11 minutos. Marcinho cobrou falta do bico da grande área e Ramires cabeceou pressionado por Caranta. A bola sobrou para Wagner, que emendou um belo voleio de pé direito, sem chance para os defensores que protegiam a meta do Boca.
O gol foi uma injeção de ânimo na torcida e nos jogadores. Aos 15, Adilson Batista colocou o lateral-direito Apodi no lugar de Jonathan e o Cruzeiro ganhou uma boa opção de ataque por aquele lado. O volume de jogo aumentou consideravelmente e o time celeste chegou com perigo três vezes em apenas três minutos.
Aos 20, Apodi tramou boa jogada pela direita e Marcinho cruzou na área. A bola chegou até Wagner, que finalizou mal. No minuto seguinte, Ramires recebeu de Wagner na grande área, mas chutou fraco e facilitou a defesa de Caranta. Marcelo Moreno teve sua grande chance aos 23. Wagner recebeu grande lançamento pelo lado esquerdo e cruzou na medida para o centroavante, que tirou a bola do alcance Caranta, porém acertou a trave esquerda.
Ficha Técnica
Cruzeiro 1 x 2 Boca Juniors-ARG
Local: estádio Mineirão, em Belo Horizonte-MG
Árbitro: Carlos Chandia (CHI)
Público: 61.471 pagantes
Renda: R$ 987.415,00
Cartões amarelos: Ramires, Andrey e Thiago Martinelli (Cruzeiro); Maidana, Monzón, Vargas e Caranta (Boca Juniors)
Cartão vermelho: Ramires (Cruzeiro)
Gols: Palácio, aos 36 min, e Palermo, aos 43 min do primeiro tempo; Wagner, aos 11 min do segundo tempo
Cruzeiro
Fábio; Jonathan (Apodi), Espinoza, Thiago Heleno e Marquinhos Paraná; Fabrício, Ramires, Charles (Henrique) e Wagner; Guilherme (Marcinho) e Marcelo Moreno
Técnico: Adilson Batista
Boca Juniors
Caranta; Maidana, Cáceres, Morel e Monzón; Vargas (Ledesma), Battaglia, Dátolo (González) e Riquelme; Palácio e Palermo (Boselli)
Técnico: Carlos Ischia





































































































































