Atolado em dívidas, Bahia vive pior momento de sua história

Salvador, BA, 12 (AFI) – O futebol mostrado pelo Bahia no último sábado, quando empatou com o Fortaleza, no estádio Jóia da Princesa, em Feira de Santana, preocupa a fanática torcida do Esquadrão de Aço.

A defasada situação financeira em que passa o clube fez com que as contratações para a Série B fossem muito modestas. As principais contratação foram dos desconhecidos Bruno’s, o Meneghel e Cazarine.

Os dirigentes vêem toda a situação de mãos atadas e colocam a culpa na bilheteria, já que esse ano o Bahia, sem estádio, jogou longe de sua torcida e na Série B está pior, cumprindo pena de portões fechados, pela tragédia da Fonte Nova.

Sem a Fonte, o Bahia intercalou seus jogos entre o Armando Oliveira, em Camaçari, e o Jóia da Princesa, em Feira de Santana, nesse último foi onde teve seu recorde de público – 14 mil pagantes, numero muito abaixo dos que se costumava ver na Fonte Nova. Somando as 14 partidas como mandantes no Campeonato Baiano e o primeiro jogo em casa na Copa do Brasil, o time acumulou R$ 1.631.255,00.

O rombo nos cofres tricolores com a falta de sua torcida chega a casa de R$ 1 milhão. Mas não é só a falta da torcida que contribuiu para essa situação. A diretoria atual tem grande culpa na queda patrimonial do clube.

Para não se adequar ao código civil e obrigatoriamente instaurar eleições diretas para presidente, o Bahia optou por se retirar do programa Sua Nota é Um Show e desta forma não vendeu partidas para a prefeitura.

Salvação
Pode-se dizer que o primeiro semestre do Bahia foi salvo pela venda do zagueiro Eduardo: R$ 1,1 milhão à empresa de assessoria esportiva Abillity, a mesma empresa que facilitou os empréstimos de Meneghel e Cazarini ao Tricolor. Desta forma, o Bahia recorreu aos craques do interior, mas nem esses foram acessíveis, já que o clube só busca contratação sem custo, apenas se comprometendo com o salário do atleta.

Sem custos vieram Gilberto e Oliveira, do Feirense, e Juca, do Itabuna. O Bahia ainda especulou jogadores do Conquista, mas logo pulou fora, tendo em vista competidores ao nível de Vitória e Atlético-PR. Segundo o técnico Paulo Comelli, eram necessárias mais contratações, mas não é hora de chorar leite derramado e sim de ir a luta.

Essa é uma das piores fases em que se encontra o Tricolor Baiano. Vergonha para a torcida, que no ano de 2007 chegou a promover uma passeata no centro de Salvador, com direito a trio elétrico, para pressionar a renuncia dos dirigentes atuais do clube. A passeata não surtiu efeito e a torcida não mais reivindicou o assunto.

Depois do empate em casa, o Bahia vai até o Rio Grande do Norte, enfrentar o América, no próximo sábado, às 16 horas. A segunda rodada para o Tricolor já vem com a obrigação da vitória para alimentar o sonho de subida a Séria A, da gigante torcida do Esquadrão.