Hã? Sem patrocinador, Oeste estampa ponto de interrogação
Presidente Prudente, SP, 12 (AFI) –
O Oeste Paulista exibiu no jogo contra o Linense, sábado, um uniforme diferenciado. Ao invés do nome de um patrocinador na frente das camisas o time trouxe um ponto de interrogação (foto/ ). O motivo foi o rompimento de contrato com o antigo patrocinador, Reiplás, Fios e Cabos Elétricos e a falta de apoio das empresas de Presidente Prudente.Ferreira Nascimento
“O sucesso do Oeste Paulista é uma realidade. É uma pena o time não receber apoio das empresas da cidade”, comentou o técnico Juliano Gerlin.
“Não é possível que as empresas não percebam que estar na camisa do Oeste Paulista aumenta a visibilidade da marca que aparecerá na televisão, jornais e sites”, continuou.
Atualmente, a maior parte das despesas como salários, alimentação e transporte do Oeste Paulista são arcadas apenas pelo presidente Adriano Gerlin. Por jogo, entre taxa de arbitragem, oficiais da Federação e controle de dopagem o time gasta cerca de R$ 5 mil.
Entre as receitas do clube estão as vendas de placas no estádio, ingressos para os jogos em casa e camisas oficiais. A Semepp (Secretaria de Esportes) apóia a equipe com vagas no alojamento, também campo de treino (Caetano Pereti) e campo de jogo (Prudentão).
Novidade?
A idéia do time de Presidente Prudente é boa, porém, não é inédita. Em 1997, na goleada, por 5 a 0, sobre o Atlético-MG, o São Paulo chegou a colocar pontos de interrogação após a palavra “Bom”. Dias depois assinou com a Bom Bril. Já o Vasco da Gama foi além e estapou o logo do SBT em provocação a TV Globo na final da Copa Havelange em 2000.
Histórico
Fundado em dezembro de 2005, o Oeste Paulista garantiu o acesso e o título da Segunda Divisão em 2007. Neste ano, o time é o único novato que está entre os oito classificados na segunda fase da Série A3.
No torneio, em Lins, por exemplo, a cidade com 70 mil habitantes mantém o Linense, que esteve na final da Copa Federação Paulista, no ano passado, a um passo da vaga para a Copa do Brasil. Na comparação, Presidente Prudente conta com 230 mil habitantes. Três vezes mais do que Lins.





































































































































