Vice-presidente da FPF vê Taubaté fora da A3 de 2009. Veja!

Taubaté, SP, 15 (AFI) – Mesmo que o time B do Palmeiras desista de disputar o Campeonato Paulista Série A3 do ano que vem, o Taubaté terá mesmo que jogar a Série B em 2009. Essa é a versão dada pelo vice-presidente da FPF (Federação Paulista de Futebol), Reinaldo Carneiro Bastos.

No último sábado, em entrevista a Rádio Difusora, antes do jogo entre Corinthians e CRB, no Estádio Pacaembú, pela Série B do Campeonato Brasileiro, Bastos disse que “o que não se pode é iludir o torcedor taubateano ao invés de colocar o dedo na ferida e resolver os graves problemas que o Taubaté tem de incompetência”, disse.

Questionado sobre as chances que o Taubaté tem de ficar com uma vaga na Série A3 do próximo ano, em caso de desistência do Palmeiras B, o dirigente negou a possibilidade.

“O estatuto do torcedor não permite que alterações. Quatro clubes serão rebaixados. Não prevê que se alguém desistir, só três clubes cairão. Eu estive com o pessoal do Palmeiras e eles não cogitaram a possibilidade do time B não disputar”, disse ele.

Se o Palmeiras resolver desativar a sua equipe B, a Série A-3 de 2009 será disputa apenas entre 19 clubes, na avaliação do vice-presidente da Federação Paulista.

“Sobem quatro e descem quatro clubes. Aí você vai disputar um campeonato com 19 clubes e para completar você vai um regulamento novo que no ano que vem caem três ou sobem cinco. Eu acho que o mais correto seria subir cinco clubes”, opinou Bastos.

Crise do Taubaté
Como já foi presidente do Taubaté e é conselheiro vitalício do clube, Bastos definiu a crise vivida pela Alvi Azul como “um assunto delicado de se tratar”.

Segundo ele, é preciso mais participação da cidade.

“É preciso ter gente competente e a cidade se unir em torno de um clube que foi muito mal tratado nos últimos anos”, opinou.

O dirigente compartilhou da opinião de grande parte da crônica esportiva da cidade que classifica como omisso o conselho deliberativo do Taubaté.

“Nós temos o pior conselho da história do Taubaté, que eu faço parte, por isso, me incluo, e a pior diretoria da história do clube. Se não mudar nada, pode ocorrer um milagre do Taubaté permanecer na Série A3 que vai cair de novo”, concluiu o dirigente.

Clube rebate críticas!
O presidente do clube Elidemberg Nascimento, em resposta a declaração feita pelo vice-presidente da FPF (Federação Paulista de Futebol), Reinaldo Carneiro Bastos.

Para Elidemberg, a opinião do vice-presidente da Federação pode não representar a posição oficial da entidade devido ter deixado a situação no campo da hipótese.

“O Taubaté tem que buscar todas as alternativos, pelos meios legais, para permanecer na Serie A3, caso o Palmeiras B desative sua equipe”.

“Quando o Elton Francisco Ribeiro [atual presidente do conselho deliberativo do clube] era o dono da Meca Sports, o clube se mobilizou, com o apoio da torcida e da cidade, para reverter uma situação desfavorável na Federação Paulista, no caso de reaver pontos numa partida contra o Independente, em 2003. Baseado nisso, acredito que temos o direito de pleitear a continuidade do Taubaté na A3” , disse Elidemberg.

Em relação a afirmação de Reinaldo, de que a atual diretoria e conselho deliberativo são os piores da historia do clube, Elidemberg rebateu afirmando que “a competência dos diretores em pegar o clube numa situação adversa fez o Taubaté disputar a Serie A3 e evitar em pedir licença junto a Federação, mesmo com as dificuldades financeiras encontradas durante o campeonato”.

O presidente do Alvi Azul lembrou ainda que a capacidade da diretoria não pode ser discutida, pois Reinaldo Carneiro Bastos também teve dificuldades ao assumir a presidência do clube em 1984, apos a saída do então presidente Willian Benny.

“Eu não me sinto incompetente em presidente, como também não acho que o Reinaldo não foi, e mesmo com sua competência, não conseguiu evitar o rebaixamento Segunda Divisão e nunca mais voltou para a Divisão Especial”.

Modelo de gestão
Ainda a respeito do trabalho realizado pela diretoria, Elidemberg destacou que é preciso mudar o modelo de gestão do futebol no Taubaté. Somente o apoio de empresas, da prefeitura e da comunidade fará com que o clube tenha condições de disputar, com estrutura, um campeonato profissional.

“Ninguém tem a capacidade, sozinho, de tocar o Taubaté no modelo atual. Não há herói se não houver mudanças na maneira como se administra o clube”, disse.