BOMBA! TJD anula partida de compadres da Série A2
São Paulo, SP, 19 (AFI) – O Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD-SP) julgou nesta segunda-feira à noite e determinou a anulação da partida entre Mogi Mirim e Oeste, que terão que fazer um novo duelo para definir os clubes que irão ascender à elite paulista na próxima temporada. No julgamento, realizado na sede da Federação Paulista de Futebol (FPF), em São Paulo, cinco auditores concordaram que os times feriram o desporto, enquanto outros dois inocentaram os clubes. Outros dois auditores se abstiveram.
No dia 3 de maio, os times empataram sem gols no Estádio Papa João Paulo II, em Mogi Mirim, pela última rodada do quadrangular final da Série A2. Ao saberem do resultado na outra partida, em que o Atlético Sorocaba venceu o São Bento por 1 a 0, os dois times passaram a tocar a bola tranquilamente, já que o empate daria a vaga aos dois clubes.
Dúvidas no futuro
A decisão do TJD não definiu a nova data da partida e tampouco determinou se os jogadores inscritos na época e que se transferiram para outros clubes terão condição de jogo. Caberá ao Departamento Técnico da FPF sanar as dúvidas.
Se não houver nenhuma reviravolta no caso, o Oeste já está garantido na elite paulista, pois mesmo com a derrota terá pontuação suficiente. Por outro lado, o São Bento já está eliminado, restando a disputa entre Mogi Mirim e Atlético Soroacaba. Para ficar com a vaga, o Mogi precisa empatar novamente.
Os clubes foram julgados pelo Artigo 275 do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva), que prevê a eliminação como pena. O parágrafo único, contudo, permite a anulação do duelo. Confira!
Art. 275. Proceder de forma atentatória à dignidade do desporto, com o fim de alterar resultado de competição. PENA: eliminação.
Parágrafo único. Se do procedimento resultar a alteração pretendida, o órgão judicante anulará a partida, prova ou equivalente.São Bento quer eliminação
O advogado do Atlético Sorocaba, Pedro Fiorenzzo, concordou em parte com a decisão, mas ainda irá adotar outras medidas. “A votação reconheceu o ato anti-desportivo, mas não desclassificou os clubes, como prevê o regulamento. Iremos estudar as medidas a serem tomadas”.
Representante do Mogi Mirim, o advogado João Zanforlin considerou a decisão descabida. “É uma decisão absurda, que contrariou a tudo o que prevê o regulamento. Os clubes jogaram tocando a bola, esperando o resultado, pois um empate bastaria. É algo normal”, disse.
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