Opinião Futebol Interior: E a punição ao Palmeiras?

A decisão do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) de anular a partida de compadres entre Mogi Mirim e Oeste, não deixa de ser uma medida corajosa. Mas que já gerou – e vai gerar muito mais – polêmica. Fica agora a dúvida se o mesmo Tribunal vai agir da mesma maneira com tantas outras “manobras” de bastidores vistas em São Paulo.

Veja detalhes sobre o caso!

Há por trás desta decisão muitas dúvidas. Se o jogo foi uma marmelada, então porque o árbitro não aplicou a regra em campo, punindo os jogadores com faltas e cartões? O árbitro deveria ser o primeiro a ser punido. Talvez coubesse também uma punição aos técnicos, que exageram nos comentários. Se a partida foi anulada, então porque não se cumpre a parte do regulamento que fala em eliminação das equipes envolvidas?

A verdade é que os membros do TJD colocaram muita lenha na fogueira no paiol e agora terão que suportar a pressão. Certamente existem fatos mais importantes para o TJD atacar. Como, por exemplo, a falta de condições de jogo em Itápolis, do Oeste, o novo integrante do Paulistão. Durante a competição, vários árbitros denunciaram o clube e as punições foram brandas.

E o gás do Verdão?
Tomara que o TJD tenha a mesma coragem para punir o Palmeiras no caso da bomba de gás liberada nos vestiários do São Paulo, nas semifinais do Paulistão. Será que não estão desviando a atenção? Parece. A imagem dos jogadores são-paulinos descansando no gramado, durante o intervalo, foi uma afronta ao profissionalismo. Uma várzea!

O Palmeiras deve ser severamente punido, porque a segurança no Palestra Itália era de sua total responsabilidade. Ainda mais depois das manobras feitas pelo clube, com a participação direta da direção da própria Federação, para decidir o título em casa. Não por acaso, foi o campeão.

Novo adiamento…
E o julgamento do “gás de pimenta” que alijou o São Paulo do título paulista foi adiado novamente. O TJD da Federação precisa ser rigoroso na apuração dos fatos e, principalmente, na punição ao culpado.

Pobre, Barros
Morto dois dias depois de ver seu Mogi Mirim de volta elite paulista, o presidente Wilson de Barros não acreditaria numa virada de mesa. Nem admitiria isso. Infelizmente não poderá se defender.

00005 130O dinheiro sumiu…
Triste o fato da Federação não premia o artilheiro Alex Mineiro (foto) com os R$ 300 mil prometidos em coletiva de imprensa. A confusão, então, deveria ter sido esclarecida bem antes e não na festa de encerramento do Paulistão, que ficou manchada.

Que fase!
A má fase do técnico Luiz Carlos Ferreira parece não ter fim. A sua passagem pelo América de Natal não durou mais do que dois jogos. O ex-rei do acesso precisa ir numa boa benzedeira, porque faz tempo que não faz sucesso no futebol. Para alguns, ele está acabado.