Técnico da Série B defende Mogi Mirim e Oeste
Bragança Paulista, SP, 20 (AFI) – A polêmica envolvendo o jogo de “compadres” entre Mogi Mirim e Oeste repercutiu nos quatro cantos do Brasil. Há anos o país não via um caso como esse que afronta a moralidade do futebol. Para o técnico do Bragantino, Marcelo Veiga, os dois times foram injustamente punidos.
“Se alguém é o culpado, esse alguém é o regulamento. Mogi e Oeste conquistaram, criaram essa situação e puderam jogar pelo empate na última rodada. Não existe acerto. Se um dos dois times arriscasse e levasse um gol, perderia o acesso. E aí, como é que fica?”, indagou o treinador, durante sua participação no Esporte Total Regional, na Rede Bandeirantes.
Para exemplificar que o que aconteceu em Mogi Mirim, no dia 3 de maio, quando Mogi e Oeste empataram sem gols e garantiram o acesso à elite paulista, em 2009, Veiga contou uma história que vivenciou quando era jogador do Santos.
“No Santos já aconteceu isso uma vez. Chegou a um determinado ponto da partida que o empate classificava as duas equipes. Então começamos a tocar a bola, mas tinha um ponta-esquerda estrangeiro que não entendia português e foi para cima, chutou uma bola na trave e tudo mundo quase o matou. São coisas do futebol. Não tem como combinar isso”, comentou.
Na última segunda, o Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) da Federação Paulista de Futebol (FPF) anulou a partida de “compadres”, mas ainda não remarcou a data para um novo confronto. Com a decisão, o Oeste já está garantido na A1, pois tem a pontuação mínima. O São Bento, por sua vez, não tem mais chances. Ao Mogi cabe apenas um novo empate.





































































































































