Opinião Victor Calça: Dança de Treinadores
Eu sei que em termos de troca de técnicos o Brasil está na liderança. Ainda só vamos na 4ª jornada e entre Brasileirão e Série B já são vários os clubes que optaram pela “chicotada psicológica ”.
Em todas as movimentações que ocorreram e não se concretizaram creio que algo deve levar os responsáveis pelo futebol brasileiro preocupados: qual o motivo que leva a que o treinador Zico (foto) recuse a oferta para liderar dois dos maiores clubes do Brasil e preferir ficar a aguardar uma proposta de um clube europeu.
No velho continente existem igualmente diversas mudanças de técnicos e em diversos clubes de variados países. A principal ocorreu na velha Itália, com a saída de Mancini da liderança do Inter de Milão.
E como os que tiveram oportunidade de ler, no pouco tempo que a minha crónica esteve em destaque na passada segunda-feira, o novo líder do clube italiano é José Mourinho.
E citando o prestigiado jornal desportivo “ La Gazzetta dello Sport “:
“Algo vai mudar: giocando e lavorando tatticamente, meno palestra, meno corsa, meno montagna. Voglio cambiare il metodo tradizionale di preparazione”.
Isto é, mais trabalho táctico, fim ao treino exclusivamente físico.
Em Portugal causou surpresa a não renovação de Sebastião Lazaroni (foto) com o Marítimo da Ilha da Madeira. O técnico brasileiro, para além de colocar a sua equipe a praticar um futebol bonito, alcançou ainda um excelente 5º lugar e respectiva vaga na taça UEFA.
O seu nome chegou a ser referenciado para o histórico Belenenses, mas há última da hora os dirigentes escolheram outro brasileiro: Casimiro Mior.
Este, por sua vez, realizou no ano de 2004 um meritório trabalho no Nacional da Madeira onde terminou o campeonato num surpreendente 4º lugar. Não teve tempo de saborear o momento, pois devido ao sucesso alcançado na Ilha da Madeira o Atlético Paranaense chamou-o para liderar o histórico clube brasileiro.
Onde o êxito alcançado na competição portuguesa não se repetiu, seguido depois para Avaí onde os resultados voltaram a não ser os pretendidos, sendo posteriormente “desterrado” para zonas do globo onde abunda o dinheiro na proporção inversa do interesse competitivo do futebol praticado.
Está agora de volta para tentar repetir o bom trabalho realizado durante a sua primeira passagem por cá.
Já agora, permitam-me uma questão. Será que não existe espaço para um dos melhores treinadores da actualidade no Brasil ?
Paulo Autuori foi e é um dos treinadores de futebol que eu mais admiro. Como técnico e sobretudo como homem.
Saudações e um abraço Lusitano.





































































































































