Opinião Eder Henrique: Ilegal não. Imoral, talvez

Piracicaba, SP, 02 (AFI) –
Saudações Esportivas

Uma ótima semana aos amigos.
A última rodada da Série A3 do Campeonato Paulista foi curiosa. Acreditar que, em 4 jogos teríamos 21 gols, era no mínimo utópico. Por mais que as equipes colocassem o coração no bico das chuteiras, era inacreditável pensarmos em placares tão elásticos.

Para se ter uma noção, o Campeonato Brasileiro da Série A, em 10 jogos, teve menos gols. Ao todo foram 16. Aliás, que rodada chata, sem emoções. Técnica então, inexistiu.

Mas isso é somente um parênteses.

Que me perdoem os amigos de Votorantim (belíssima cidade, pujante e tradicional). Mas é extremamente desnecessário entrar com um recurso no TJD da FPF. Órgão este, que dia a dia, perde a sua notoriedade e seriedade. Ou pune ou não pune. Passa a mão na cabeça de alguns e, com o perdão da palavra, ferra os outros. O caso entre Mogi e Oeste é prova concreta. Não venha com meia punição.

Um recurso impetrado, o que nesta hora já deve ter ocorrido, mancha ainda mais a rodada, ou até o torneio. Apesar das goleadas, acredito que “todas foram normais”.

Explico o uso das aspas.

Desde os primórdios é normal a utilização de artefatos como, por exemplo, a mala preta. Ilegal não é. Imoral, talvez. Quem discorde, ou ache isso uma mentira, que atire a primeira pedra. No mundo em que vivemos cada um defende os seus interesses.

Acreditar que um clube, no caso o Oeste Paulista, que lutava pelo acesso, fosse capaz de entregar um jogo de mão beijada a um adversário direto, tomando uma goleada história não entra na minha cabeça? Estranho não.

O São Carlos já não tinha nenhuma pretensão no torneio. Tanto que já havia dispensado os seus atletas, e por aí vai. Assim foi presa fácil para o Flamengo.

Parabéns ao Votoraty, que dentro de campo, massacrou o São Bernardo. Entretanto, a sorte não sorriu ao clube no último final de semana.

Tem coisas que somente o passar do tempo vai explicar. D-U-V-I-D-O que se fosse o contrário, com o acesso do Votoraty, alguém moveria uma pá para trabalhar em prol da moralidade do futebol.

Não sou a favor da imoralidade. Todavia, acredito que tenha outras formas de se defender um esporte mais limpo e sadio.

É por essas e outras, que o esporte bretão não pode ser considerado uma ciência exata. O improvável ocorre, dentro e fora de campo.