Opinião Rivail de Oliveira - Votoraty: fracasso anunciado
Olá amigo internauta. Mais uma vez o Votoraty “nadou, nadou e morreu na praia”. Embora tenha feito seu papel domingo, jogando uma grande partida, a melhor da primeira fase, contra o São Bernardo, e aplicando um goleada fora de casa por 5 a 0, o sonho grená do acesso foi por água abaixo com a vitória da Linense por incríveis 7 a 0 contra o Oeste Paulista.
Embora seja até justo o fato do Votoraty cogitar entrar na justiça desportiva para contestar este segundo jogo, sob a mesma tese usada pelos “co-irmãos” São Bento e Atlético, na A2, no chamado “jogo da marmelada” entre Mogi e Oeste, é preciso ressaltar alguns aspectos.
O principal foi que o Votoraty perdeu o acesso não nesta última rodada, mas por uma série de motivos. Inicialmente, nos gols sofridos contra o Oeste Paulista e principalmente na derrota para a Linense em Votorantim, onde foi incompetente. Não adianta agora querer justificar o injustificável ao torcedor.
Voltando lá atrás, houve até hoje a não bem explicada saída do técnico Cláudio Anacleto na terceira rodada, que vinha bem no comando. Depois disso, contratou Sérgio Veloso, e a partir daí ocorreu – ou se agravou – um processo de fragmentação do plantel em “grupos”, embora se negue, mas as entrevistas de Ney Mineiro, do goleiro Wanderson, deixaram claro este “racha”. O time perdeu comando, a diretoria não teve pulso firme para conter os egos e extirpar as “laranjas podres” e Veloso saiu para a entrada de Sérgio Caetano, que tentou ainda corrigir o rumo de uma nau grená a caminho do naufrágio.
Caetano até conseguiu por algum tempo “segurar os egos”, mas a individualidade voltou a falar mais alto que o coletivo, justamente numa fase final e os resultados ruins – três derrotas em seis jogos – apenas refletiram a falta de uma “mão forte” no comando da diretoria.
Pomo da discórdia?
Tudo desaguou na crise da última quarta-feira, depois da derrota para a Linense, com uma “rebelião” entre jogadores e comando. O artilheiro Ney Mineiro, o “pomo da discórdia”, foi mandado embora, e o time ganhou de 5 a 0. Seria ele o único “culpado”? Não acredo. Todos fracassaram no barco grená, desde jogadores até a diretoria. Faltou tomar as decisões drásticas mais cedo, antes do “vendaval”. É aí que se cobra mais pulso de uma direção.
Historia da carochinha
Vamos aguardar agora como fica o Votoraty para o futuro. Tapetão? Justiça Desportiva? Sinceramente, é a mesma coisa que crer na “história da carochinha, saci pererê etc”. Não acredito que dê alguma coisa. São Bento e Atlético tinham indícios mais claros de uma provável “lambança” e conseguiram no máximo outro jogo entre Mogi e Oeste.
Pulso firme
Acredito sim, que o Votoraty tem que se reestruturar e encerrar o ciclo de muitos jogadores, que não deram nada desde o ano passado e repetiram a dose neste ano colocando no comando um profissional de pulso firme, que não trate somente a “pão-de-ló” os jogadores, mas que se cobre e exija resultados, como uma empresa S/A exige. Só assim o Votoraty poderá pensar em crescer no futuro.





































































































































