Desafio: Guedes quer saber quem vai segurar a bomba agora

008 200Campinas, SP, 9 (AFI) – Apesar de afirmar que a diretoria da Ponte Preta tinha o direito de demiti-lo quando bem entendesse, o técnico Sérgio Guedes (foto) ficou surpreso com a decisão do presidente Sérgio Carnielli, que no último sábado optou por trocar o comando do time, após as derrotas seguidas para América-RN, em Natal, e Gama, no Majestoso.

“Eu sei que futebol é resultado, mas quem tomou a decisão da troca terá que responder por ela no futuro”, desafiou Sergião, em entrevista ao jornal Correio Popular, do último domingo. O comandante, no entanto, sai de cabeça erguida da Macaca, clube que o projetou para o futebol na época de jogador e agora como treinador.

“Deixei uma semente na Ponte Preta e espero que esse trabalho tenha seqüência”, comentou. Com uma filosofia diferente, Sérgio Guedes montou um time competitivo e colocou na vitrine jogadores até então desconhecidos, como Elias, hoje no Corinthians, e Renato e Luis Ricardo, que tiveram propostas de grandes clubes para deixar a Ponte.

Em sete meses incompletos à frente da Ponte (a estréia foi no último jogo da Série B de 2007, no dia 24 de novembro, 1 a 0 sobre o Remo, em Belém), Guedes comandou o time em 29 oportunidades. Foram 15 vitórias, cinco empates e nove derrotas.

Os números levaram a Macaca ao vice-campeonato Paulista, competição conquistada pelo Palmeiras. Contra o Marília, na terça-feira, o coordenador técnico José Luiz Carbone vai comandar o time, pela sexta rodada da Série B. O ex-treinador, porém, garante que não pretende voltar a desempenhar tal função de forma efetiva.