João Carlos de Freitas: Guedes e as dez razões da queda

Campinas, SP, 10 (AFI) –
1- O jogo de Guaratinguetá. Foi uma partida histórica. Entretanto foi o início da queda de Sérgio. Um jogo mal apitado pelo Abade tirou da Ponte jogadores importantes como Arroz e Renato. Foram cartões mal aplicados coincidentemente para jogadores pendurados. O penal contra a Ponte foi muito discutível. Como Aranha defendeu passou batido. Mas a arbitragem foi totalmente contra a Ponte!

2- Primeira partida Ponte X Palmeiras. Nada deu certo. Sem Elias, César, Arroz e Renato, Sérgio desmantelou seu esquema. Optou por Raulen no meio para ser o armador do time, ele jogou muito mal. Ficou sem jogada pela direita e sem criatividade no meio. Destacou Conceição para marcar Valdivia e recuou Luis Ricardo. Conceição foi muito bem e ganhou a confiança para a partida final.

3- Na final tinha de fazer 2 a 0. Fez voltar Elias e César, mal recuperados e ambos foram um desastre! Para manter Conceição tirou Bilica, que tinha jogado quase todas as partidas. Certamente não foi bem recebida essa alteração pelo jogador. Tomou de 5 e ficou inconformado. Provavelmente deve ter cobrado o resultado e o grupo não recebeu bem!

4- Entrou completamente apática contra o São Caetano e o placar foi muito doido 3 a 0 contra.

5- Manteve Bilica no banco e disparou algumas críticas ao jogador. Deda também perdeu um grande companheiro. Embora sem decepcionar, mas Conceição colocou outra característica à equipe, com menos qualidade.

6- Houve uma animosidade com Marcelo Soares. O jogador não está em forma, mas deixou público seu descontentamento! Gerou um certo desconforto no grupo.

7- Indicou Moraes, jogador do Santos, preterindo Finazzi. Acho que este foi um grande pecado.

8- César está fora de forma, mantido falhou na maioria dos gols tomados. É o líder do grupo, mas não tem jogado bem!

9- Perdeu dois jogos seguidos para times com 0 ponto. O presidente não gostou.

10- Não teve um apoio na retaguarda. João Costa, Kiko e Carbone tiveram pouca atuação para protegê-lo demonstrando um certo desinteresse quanto à sua continuidade. O problema chegou ao presidente que também andava insatisfeito com os últimos jogos da equipe.

Embora sejam razões de descontrole do grupo, mas a dispensa foi uma pena exagerada dentro do contexto. Sérgio se mostrou um grande profissional. Devolveu a auto-estima ao torcedor e ajudou a reconstruir a abalada moral do clube. Sua queda parece ter interessado a muita gente do staff.

Tivesse um comando forte e sério e as medidas seriam tomadas sem demitir o treinador. Sérgio Carnielli preferiu o caminho óbvio e curto. Alega falta de resultados. Portanto ele acaba de assumir a responsabilidade de devolver os resultados, caso contrário sua atitude passará como um impulso desnecessário e nocivo ao time, muito parecido com o ocorrido no campeonato passado ao demitir equivocadamente o treinador Nelsinho Batista!