Marília 3 x 1 Ponte Preta - Robin Hood ataca pela 3ª vez
Marília, SP, 10 (AFI) – A Ponte Preta confirmou sua fama de “Robin Hood” e reabilitou mais um time no Campeonato Brasileiro da Série B. O Marília conquistou sua primeira vitória ao bater a Macaca, por
Este foi o primeiro jogo alvinegro, após a demissão de Sérgio Guedes, no último sábado. A Ponte foi comandada interinamente pelo coordenador técnico Carbone. E o futuro treinador pontepretano, que deve chegar ainda esta semana, terá muito trabalho. O time perdeu a terceira seguida e amarga o 15º lugar, com seis pontos.
O MAC foi o terceiro time consecutivo que os campineiros reabilitam na Série B. Antes, América e Gama também haviam vencido a primeira contra a Macaca. O time alviceleste deixou a zona de rebaixamento e chegou ao 13º lugar, com sete pontos.
Os dois times apresentaram um futebol de péssima qualidade. E a Ponte acabou derrotada, mais uma vez, por conta de falhas da defesa, e uma alteração mal efetuada no intervalo. No final, o protagonista do jogo acabou sendo o árbitro Eduardo César Coronado Coelho, que saiu lesionado e chorando.
Ponte domina jogo feio
Marília e Ponte Preta encontraram muitas dificuldades para tocar a bola no início do jogo. O jogo começou feio e sem nenhuma chance de gol. Como uma forte marcação na saída de bola, principalmente nas laterais, a Macaca aos poucos se acertou em campo e passou a dominar.
A primeira boa chance aconteceu aos sete minutos. O lateral Vicente cruzou da esquerda e o volante João Marcos se atrapalhou no domínio, colocando a mão na bola. O árbitro Eduardo César Coronado Coelho não assinalou pênalti e, na sobra, o meia Renato mandou pela linha de fundo.
Aos 11, aconteceu um fato curioso. O juiz, mal posicionado, tropeçou na bola e acabou torcendo o tornozelo esquerdo. Machucado ele interrompeu o jogo e foi atendido pela equipe médica da Ponte. Passado o susto, ele recomeçou ao jogo e a Macaca continuou atacando.
Até que aos 17, o atacante Luís Ricardo perdeu gol feito. O meia Leandrinho deu belo passe para o avante, que disparou em velocidade, invadiu a área e, na cara do gol, bateu em cima do goleiro Giovanni. Aos 23, Renato inverteu uma linda bola para a ponta direita. Leandrinho bateu cruzado, mas Luís Ricardo não alcançou.
MAC acorda e clima esquenta
O MAC só acordou aos 26, quando chegou em um lance de bola parada. Aos 26, o meia Altair soltou uma bomba em cobrança de falta e carimbou o travessão. A resposta da Ponte foi quase imediata.
Aos 28, Luís Ricardo perdeu outra chance incrível. Leandrinho deu nova bela enfiada de bola. O atacante invadiu a área, driblou o goleiro, mas perdeu o controle da bola e bateu para fora.
A partir dos 30, o clima começou a ficar tenso e as duas equipes passaram a abusar das faltas. Até que aos 34, Coronado expulsou um atleta de cada time: o mariliense Fernando e o pontepretano Renato. O primeiro por agredir e o segundo por revidar.
Após as expulsões, as duas equipes “brigaram” mais do que jogaram futebol. O duelo, assim como no início da etapa, voltou a ficar feio. O exemplo da falta de equilíbrio dos jogadores veio aos 46. O atacante Betinho acertou uma voadora no zagueiro César e recebeu apenas o amarelo.
Boca no trombone
Na saída para o intervalo, os jogadores alvinegros reclamaram muito da arbitragem. O primeiro a soltar o verbo foi Leandrinho. “Fizeram uma falta dura em mim e ele (árbitro) não deu nada. O Renato tomou cotovelada e foi expulso”, disse. “Essa é a arbitragem brasileira”, completou.
Outro que também chiou foi o defensor César. “O capitão do Marília foi se proteger e acertou o Renato, mas não houve motivos para expulsão. Conheço o Renato e sei que ele não seria capaz agredir o adversário”, comentou.
Que mudança foi essa?
Na volta dos vestiários, o técnico-tampão Carbone causou surpresa ao tirar Leandrinho, o melhor em campo até então, para a entrada de Danilo Neco. Com três atacantes em campo, Luís Ricardo ficou com a responsabilidade de buscar o jogo no meio e fazer a ligação com o ataque.
Mal o segundo tempo começou e Carbone foi obrigado a fazer outra alteração. O volante Bilica saiu lesionado para a entrada de Ricardo Conceição. Sem meias de criação, já que Luís Ricardo não é da posição, a Macaca perdeu ao meio campo e Marcelo Soares e Danilo Neco ficaram isolados no ataque.
Perdido, assim, como time pontepretano, o árbitro Eduardo César Coronado Coelho teve de ser substituído aos 11 por conta da torção do primeiro tempo. Em seu lugar entrou o quarto árbitro Paulo Roberto Ferreira. Coronado deixou o gramado chorando.
Após a cômica e tocante substituição de árbitro, o zagueiro César fez uma verdadeira lambança, que culminou o segundo gol maqueano. Em uma bola recuada, ele ficou esperando a bola sair e anão percebeu a chegada de Samuel. O meia mariliense disparou na ponta esquerda e foi derrubado pelo goleiro Dênis. Na cobrança, Tiago Rodrigues não desperdiçou.
Com o segundo gol, a Ponte saiu para o tudo ou nada. Sem criatividade nenhuma no meio, a Macaca chegou a diminuir na base da raça, com Eduardo Arroz, aos 31. Aos 33, porém, o MAC jogou um balde de água fria na reação alvinegra. Conceição e César ficaram olhando, e Ricardinho dominou na área e bateu no santo esquerdo.
Próximos Jogos
O Marília volta a campo somente no próximo dia 20 de maio (sexta-feira), às 20h30, quando recebe o Bragantino, no Estádio Bento de Abreu. Já a Ponte Preta encara o Corinthians, um dia depois, às 16 horas, no Estádio Moisés Lucarelli,
Ficha Técnica
Marília 3 x 1 Ponte Preta
Local: Estádio Bento de Abreu, em Marília – SP
Árbitro: Eduardo César Coronado Coelho – SP
Renda: R$ 17.680,00
Público: 2.420 pagantes
Cartões Amarelos: René, Betinho e Tiago Rodrigues (Marília); Deda, Jean e César (Ponte Preta)
Cartões Vermelhos: Fernando (Marília) Renato (Ponte Preta)
Gols: Samuel aos 36’/1T, Tiago Rodrigues aos 14’/2T e Ricardinho aos 33’/2T (Marília); Eduardo Arroz aos 31’/2T (Ponte Preta)
Marília
Giovanni; Chiquinho, Renê, Fernando e João Victor (Serginho); João Marcos, João Vítor, Samuel (Ricardinho) e Altair; Tiago Rodrigues (Rafael Fefo) e Betinho.
Técnico: Jorge Rauli.
Ponte Preta
Dênis; Eduardo Arroz, César, Jean e Vicente; Deda, Bilica (Ricardo Conceição), Renato e Leandrinho (Danilo Neco); Luís Ricardo e Marcelo Soares (Wanderley).
Técnico: Carbone.





































































































































