Polêmica faz eleição do Vasco da Gama varar a madrugada

Rio de Janeiro, RJ, 28 (AFI) – A eleição presidencial do Vasco da Gama extrapolou todas as expectativas mais otimistas e varou a madrugada. Somente no final da noite, perto da meia-noite, é que as duas chapas – Situação e Oposição – chegaram num acordo com relação a lista de conselheiros que poderia participar da votação. O pleito foi realizado na sede náutica do clube, na Lagoa Rodrigo de Freitas.

A polêmica, que gerou três horas de discussão, era para definir a lista oficial dos 150 conselheiros natos. Cada chapa tinha uma relação diferente. Além destes, poderiam ter direito a voto os 120 conselheiros indicados pela chapa vencedora no quadro associativo, no caso, indicada por Roberto Dinamite, candidato da Oposição, além de 30 conselheiros indicados pela Situação.

Colégio eleitoral e candidatos
O colégio eleitoral, portanto, é de 300 conselheiros e a expectativa é de que perto de 260 conselheiros estavam presentes na Assembléia. Entre eles, muitos velhinhos, que foram a maioria do Conselho Nato, título dado a beneméritos ou sócios antigos ou com vasta folha de serviços prestados ao clube.

Na prévia eleitoral à meia noite, na popular boca de urna, Roberto Dinamite venceria por uma diferença pequena, em torno de cinco a seis votos. O candidato da Situação é Amadeu Pinto da Rocha, atual vice-presidente da diretoria, mesmo porque o ex-presidente Eurico Miranda aproveitou de toda esta disputa democrática para se afastar do cargo e também de suas funções no clube. Eurico tem diagnóstico de um câncer na tiróide e vai cuidar da saúde e se dedicar à família.

Nova eleição após dois anos
A chapa da Situação tentou em vão trabalhar nos bastidores e, principalmente, na Justiça para tentar cassar a decisão do juiz que determinou a nova eleição, por entender que aconteceram várias irregularidades no pleito inicial, também tumultuado, realizado em novembro de 2006. Naquela ocasião, a Chapa Azul (situação) venceu a Chapa Branca (oposição) por 1.848 votos a 1.409. Houve ainda sete votos em branco.

O que levou a Oposição à Justiça teria sido irregularidade na primeira urna, de um total de quatro. E nesta urna contestada houve uma votação bem superior para Eurico (654) contra Dinamite (172), além de dois votos em branco. Se esta urna fosse desconsiderada na época, Dinamite venceria por uma pequena margem de diferença: 1.237 a 1.194.