Rede Globo combate Máfia dos Ingressos e investiga BWA
Rio de Janeiro, RJ, 29 (AFI) – A Rede Globo de Televisão continua investigando a “Máfia dos Ingressos” e deixa a empresa BWA, que detém o monopólio do ramo, como suspeita ou, pelo menos, facilitadora da presença e participação de criminosos que alimentam os cambistas na venda de bilhetes antes dos grandes jogos no futebol brasileiro.
Uma nova reportagem da série foi exibida, neste domingo cedo, no programa “Esporte Espetacular” reforçando as denúncias apresentados no “Fantástico” de domingo passado.
Veja detalhes sobre a denúncia!
A emissora chegou a mostrar o depoimento de Bruno Balsimelli (foto abaixo), um dos diretores da empresa BWA, que tem ligação direta com a Federação Paulista de Futebol – FPF.
Segundo ele, os ingressos podem ser emitidos com data e horários específicos, determinando sua impressão e facilitando o controle. O problema é que os ingressos apreendidos pela Polícia Federal (PF), encarregada no caso, apontam para ingressos com datas anteriores àquelas colocados no mercado pelos clubes.
A BWA é a empresa responsável pela produção dos bilhetes e conta com a empresa Ingresso Fácil para a sua distribuição e comercialização. A PF investiga se as empresas (BWA ou Ingresso Fácil), ou algum funcionário, tem ligações com os criminosos. Cinco pessoas foram presas na semana passada, em Curitiba e no Rio de Janeiro, mas seriam apenas uma ponta de um grande iceberg.
Máfia causa transtornos
A ação inescrupulosa da “Máfia dos Ingressos” tem tornado no Brasil uma rotina desagradável: as intermináveis filas, com empurra-empurra e confusões antes dos grandes jogos, de norte à sul do país.
O que acontece é simples: o número de ingressos vendidos fica sempre maior que a capacidade de público nos estádios. Por exemplo: se o maracanã está liberado para 80 mil lugares, às vezes, uma carga extra, na mãos dos criminosos, pode ter até mais 10 mil ingressos falsos. É a demonstração de que existe uma ganância muito grande destes bandidos.C
Confusões nos estádios
Recentemente estas cenas já foram vistas nas semifinais da Taça Libertadores da América, com jogos do São Paulo e do Fluminense, porque as cidades de são Paulo e Rio de Janeiro, estão saqueadas pela Máfia.
Na final do campeonato Paulista, no Palestra Itália, entre Palmeiras e Ponte preta, mais de três mil torcedores ficaram do lado de fora, embora tivesse nas mãos os bilhetes comprados, a maioria, nas bilheterias ou nos postos autorizados de venda.





































































































































