Várzea! Estadual de acesso terá vaga decidida no tapetão

Foz do Iguaçu, PR, 01 (AFI) – A confusão causada no Estádio ABC, em Foz do Iguaçu, na última rodada da divisão de acesso do Campeonato Paranaense, não deve terminar tão cedo. A disputa entre Foz do Iguaçu e Operário de Ponta Grossa foi parar no Tribunal de Justiça Desportiva (TJD), que vai decidir qual o time que irá disputar a elite do estadual do próximo ano.

A partida já possuía ambiente tenso e clima pesado, quando o Operário teve um jogador expulso e a comissão técnica alvinegra reclamou que objetos estavam sendo lançados pelos torcedores do Foz do Iguaçu.

Aos 41 minutos do segundo tempo, o Fantasma segurava a pressão e esperava pelo término da partida. Entretanto, o árbitro Edvaldo Elias da Silva assinalou pênalti, em lance polêmico, a favor do time da casa. Foi o estopim para uma confusão que já dava sinais de que iria começar.

Uma briga generalizada tomou conta do gramado. Atletas e comissões técnicas entraram na briga e trocaram chutes e socos. A polícia militar interveio. Diversos objetos foram arremessados das arquibancadas para dentro do campo.

O Operário, alegando insegurança na partida, foi para os vestiários e não retornou. O juiz aguardou durante quatro minutos e encerrou a partida.

“Encerrei a partida e agora ela irá para julgamento. A Federação vai decidir quem fica com a vaga”, comentou o árbitro, em cima do muro.

Francisco Carlos de Jesus, do Grupo Gestor do Operário, afirmou que o clube irá lutar pela vaga na elite do estadual.

“Todo mundo viu que não tinham as condições de jogo. Vamos acionar o poder judiciário e ir atrás dos nossos direitos. Temoa que ficar com a vaga”, assegurou.

De um lado, o Foz alega abandono de campo do Operário. Do outro lado, o Fantasma não quis continuar a partida devido a falta de segurança, já que o placar era favorável quando o árbitro assinalou pênalti.

A Federação Paranaense de Futebol (FPF) afirmou que o caso será encaminhado ao TJD.