Técnico não joga toalha porque Deus o colocou no Criciúma

Criciúma, SC, 1 (AFI) – Por acreditar que Deus o colocou no cargo, o técnico Gelson Silva não vai pedir demissão do comando técnico do Criciúma, mesmo após a derrota vexatória, em casa, no Majestoso, para o Paraná, por 3 a 0. Ele se sentiu envergonhado pela derrota, mas garantiu que não pedirá demissão.

”Fui chamado porque tenho capacidade. E vim num momento que não esperava, num sábado à noite. Mas não vou me acovardar e entregar o cargo. Só se a direção do clube quiser a minha saída, então a história muda de figura”, justificou ao microfone da Rádio Hulha Negra.

Mesmo xingado pela torcida e criticado pela Imprensa, ele acha que tudo pode mudar.

”Existem muitas coisas que devem mudar. Mas não há nada de errado com o grupo de jogadores, que obedece, trabalha dura. Só vivemos um mau momento”, completou. Ele acha que após duas derrotas seguidas – Vila Nova e Paraná – existe “uma dívida de todos” para com o clube.

O que aconteceu em campo
Para Gelson Silva o seu time perdeu no primeiro tempo, porque acabou envolvido pelo adversário. Ele considerou o segundo tempo atípico, com as duas expulsões (Basílio e Wecley) que teria deixado o time vulnerável.

”Eles vieram no esquema 3-6-1, com dois meias rápidos, e nos envolveram. O Bebê e o Valdeir não conseguiam recompor a marcação e, por isso, mudei no intervalo”, explicou a entrada do volante Mateus na vaga de Valdeir, muito criticada pela imprensa.

O clima nos vestiários era de absoluta tristeza. Os jogadores lamentaram a derrota e alguns até pediram desculpas à torcida. O zagueiro Cláudio Luiz sentiu o “baque” e chorou bastante. Enquanto isso, o clube ganha reforços. Os atacantes Jardel e Peter assistiram ao jogo, além de Acerola, que também já treina com o elenco.