Ex-tricolores torcem pelo Flu em todas as partes do mundo

Rio de Janeiro, SP, 02 (AFI) –
A decisão da Taça Libertadores da América, nesta quarta-feira, entre Fluminense e LDU, no Maracanã, está mexendo com o coração de todos os tricolores ao redor do mundo. Jogadores e técnicos que passaram recentemente pelo clube, garantem que, mesmo à distância, vão torcer pelo time carioca.

No Japão, Oswaldo de Oliveira, do Kashima Antlers, vai reunir sua comissão técnica para torcer pelo Flu, enquanto o atacante Leandro, do Tokyo Verdy, comemorou não ter treino pela manhã para poder acompanhar a partida pela TV a cabo. Na Rússia, o zagueiro Rodolfo, do Lokomotiv, vai ficar acordado de madrugada para torcer pelos ex-companheiros. Marcelo, lateral do Real Madrid, voltará ao estádio após quase dois anos, mas desta vez, na condição de torcedor. Já o técnico Rene Weber, que disputou a Libertadores de 1985 pelo Fluminense, reunirá a família em casa e está confiante na conquista do título.

Oswaldo de Oliveira – Técnico do Kashima Antlers
O técnico Oswaldo de Oliveira comandou o Kashima Antlers, nesta quarta, no empate em 0 a 0, contra o Shimizu S-Pulse, pelas quartas-de-final da Copa Nabisco. Atual campeão japonês e da Copa do Imperador, o treinador brasileiro segue realizando um ótimo trabalho à frente do clube, mas hoje voltará a ser torcedor.

Quando a bola rolar no Maracanã, entre Fluminense e LDU, já será manhã do dia seguinte no Japão. Mesmo assim, Oswaldo vai se reunir com o preparador-físico Ricardo Henriques e o preparador de goleiros Luís Alberto, que também trabalharam no Fluminense, para torcer pelo Tricolor. O treinador está confiante de que o time tricolor conseguirá reverter a vantagem que o adversário conquistou no Equador.

“Eu, Luís Alberto e Rodrigo Henriques vamos nos reunir para acompanhar a partida do Japão e acreditamos no Flu. Sei que não será uma tarefa fácil, mas confio que o time conseguirá o resultado que precisa. Também estamos na luta para chegar ao Mundial Interclubes e seria fantástico enfrentar o Fluminense aqui no Japão no fim do ano. Tenho muito carinho pelo clube pelas duas passagens que tive pelo Fluminense. Nunca vou esquecer a homenagem que a torcida me fez ao cantar em peso no Maracanã o “Parabéns a você”, no meu aniversário em 2001. Foi uma das maiores emoções da minha vida. Estou na torcida pelo Fluminense e queria desejar muita sorte a todos do clube nesse momento tão importante. ”, afirmou Oswaldo, que foi eleito o melhor técnico do Japão em 2007.

Rodolfo – zagueiro do Lokomotiv, de Moscou
O zagueiro Rodolfo, do Lokomotiv de Moscou, esteve no Maracanã para torcer pelo Fluminense nas partidas contra Boca Juniors e São Paulo, durante o período de férias que passou no Rio de Janeiro. Também esteve nas Laranjeiras na véspera da partida contra os argentinos para passar força aos ex-companheiros. Dessa vez, a torcida será em Moscou, já que se reapresentou ao clube russo.

“Sofri muito nos jogos contra São Paulo e Boca. Para um jogador, é muito complicado viver o lado de torcedor no estádio. Estive no Maracanã, torci, sofri e vibrei como todos os tricolores. Infelizmente não vou poder assistir a grande final no Maraca, mas vou torcer mesmo à distância. Tenho uma identificação muito forte com o Fluminense. Foi o clube que me revelou e me proporcionou poder jogar na Europa, dar um conforto maior à minha família. Estou na corrente de esperança e tenho certeza que o Flu será campeão. Ainda não sei se a tv a cabo vai transmitir o jogo, mas de qualquer maneira estarei acordado de madrugada acompanhando nem que seja pela internet. Na primeira partida, em Quito, eu estava na pré-temporada e passei a madrugada toda vendo as notícias pela internet. Tenho certeza de que esse sofrimento vai valer a pena”.

Marcelo – lateral-esquerdo do Real Madrid
De férias no Rio de Janeiro, o lateral-esquerdo Marcelo, do Real Madrid, passou por uma situação de causar inveja a qualquer torcedor do Tricolor. Nas duas últimas semanas ele foi um expectador de luxo dos bastidores da decisão da Taça Libertadores da América, já que esteve, neste período, tratando de uma lesão no músculo posterior da coxa direita com os fisioterapeutas do clube das Laranjeiras. Como fazia o trabalho no mesmo horário dos treinamentos do resto do time, ele teve contato com os ex-companheiros, viveu a expectativa que envolveu a decisão e sentiu até vontade de ajudar o time a conquistar este título histórico.

“Foi muito legal voltar a conviver com meus companheiros durante essas duas semanas e sentir a atmosfera da decisão. Confesso que me deu vontade de entrar em campo e ajudar o time. Mas hoje defendo o Real Madrid e sou apenas mais um torcedor do Fluminense. A última vez que fui ao Maracanã foi no meu último jogo pelo Fluminense, contra o Cruzeiro, no Campeonato Brasileiro de 2006. Será uma emoção enorme reencontrar a torcida no Maracanã lotado. Na Espanha costumo acompanhar os jogos que passam na tv a cabo e estou sempre em contato com meus amigos que jogam no Flu. Sei que vou sofrer bastante torcendo, mas também tenho certeza de que vou comemorar a conquista do título. O Fluminense nunca chegou tão longe na Libertadores e chegou a hora de gritar campeão”.

Leandro – atacante do Tokyo Verdy, do Japão
O atacante Leandro, do Tokyo Verdy , do Japão, recebeu o carinhoso apelido de Guerreiro quando ajudou o Fluminense a conquistar o Campeonato Carioca em 2005. Por isso, ele fala com muito carinho do clube e garante que torcerá pela vitória da equipe na Libertadores.

“Minha identificação com o Fluminense foi imediata. A torcida viu que sempre me dediquei muito nos jogos e me apelidou de Guerreiro. Tenho grande carinho pelo clube e alguns amigos na equipe. Por isso, vou torcer para o Fluminense conquistar a Copa Libertadores. Como o Tokyo Verdy está fora da Copa Nabisco, vamos treinar à tarde e vou conseguir assistir o jogo pela manhã em casa. Sempre que passam os jogos dos times brasileiros, eu assisto. Acho que o Fluminense tem time para ser campeão, fez a melhor campanha da competição e terá uma força muito grande que vem das arquibancadas”.

Rene Weber – campeão brasileiro de 1984 pelo Flu
Rene Weber foi jogador do Fluminense nos anos 80. Como meia-direita, conquistou o tricampeonato carioca (83/84/85) e o Campeonato Brasileiro de 1984. Ele sabe muito bem as dificuldades de chegar a uma decisão de Copa Libertadores, já que participou de nada menos que quatro edições da competição. A de 1985, como jogador do Flu, em 1996, no Botafogo e 1997, no Cruzeiro, como auxiliar-técnico de Paulo Autuori e em 2003 como técnico do Sporting Cristal, do Peru.

“Minha geração tem a frustração de não ter feito uma boa campanha na Taça Libertadores e espero que esse time de hoje consiga se consagrar. Chegou o momento deste grupo fazer história, será o jogo da vida deles. Os jogadores não podem sair de campo após o jogo lamentando ter deixado de fazer alguma coisa. Têm que dar a alma e sair com a sensação do dever cumprido. Eles podem não ter outra oportunidade de disputar outra decisão como essa. São poucos os jogadores que conseguem jogar uma final de Libertadores e a chance tem de ser agarrada. Vejo o Fluminense com boas chances de ser campeão, por tudo que envolve o jogo. O grupo está mordido pela derrota em Quito e demonstrou muita confiança, mesmo tendo que correr atrás para tirar a vantagem do adversário. Acredito que a torcida vai sair muito feliz do Maracanã. Vou assistir o jogo em casa mesmo, ao lado da minha família e torcer bastante para o Flu”.